Pesquisadores descobrem que peixes dos Grandes Lagos podem viver mais de 400 anos
Estudo revela idade máxima inédita para esturjões do Lago Superior e rios associados
Um novo estudo indica que esturjões podem atingir idades superiores a 400 anos, mudando a compreensão anterior sobre a longevidade desses peixes.
Uma equipe de pesquisadores do Departamento de Recursos Naturais de Michigan revelou, nesta semana, que alguns esturjões do Lago Superior e rios conectados podem viver mais de 400 anos, uma descoberta que desafia as estimativas anteriores de longevidade para essa espécie. Segundo o estudo, publicado com exclusividade na revista Smithsonian, os peixes mais velhos capturados até agora poderiam chegar a até 435 anos de idade, algo totalmente inesperado até o momento.
Antes dessa pesquisa, a expectativa média de vida de esturjões era de 50 a 100 anos, com registros históricos apontando apenas um peixe capturado em 1953, que tinha 154 anos e havia sido considerado o mais velho registrado até então. A novidade surge após análise de dados coletados entre 1980 e 2024 em cinco corpos d'água associados aos Grandes Lagos, incluindo rios e lagos como o Lake Winnebago e o Black Lake. Para determinar a idade desses peixes, os pesquisadores usaram um método que envolve a captura, marcação e recaptura dos indivíduos: eles colocaram etiquetas identificadoras menores sob a pele dos peixes, que eram libertados e posteriormente recapturados anos depois, permitindo comparação do crescimento ao longo do tempo.
De acordo com Edward Baker, um dos autores do estudo, “alguns esturjões puderam ser reconhecidos até 42 anos após a captura original, o que possibilitou estabelecer estimativas de crescimento e, consequentemente, de idade máxima”. A partir desses registros, os cientistas desenvolveram uma equação que estima a idade a partir do tamanho do peixe. Para um macho de aproximadamente 1,60 metro, considerado o tamanho mais comum na população, a faixa de idade estimada é entre 87 e 215 anos, enquanto uma fêmea de 1,80 metro pode chegar a viver entre 90 e 248 anos. Contudo, alguns dos maiores exemplares analisados tiveram estimativas de até 435 anos para machos e 292 anos para fêmeas, números que, embora ainda não confirmados oficialmente, despertam grande interesse na comunidade científica.
Por enquanto, a descoberta ainda não foi oficialmente confirmada por outras fontes ou instituições, e o estudo aguarda confirmações adicionais. A técnica de estimativa, que combina dados de marcação e crescimento ao longo de décadas, é considerada altamente confiável pelos autores. Apesar de a técnica de contagem de anéis nas escamas, utilizada em espécies mais jovens, ser menos eficaz para animais muito velhos devido à dificuldade de distinguir as marcas, o método de captura-marcação-recaptura tem se mostrado eficiente na extrapolação de dados de longevidade real. Ainda assim, especialistas ressaltam que esses números representam estimativas, e que o maior peixe capturado na pesquisa pode ainda não ser o mais velho vivo na natureza.
O que sabemos?
- Esturjões podem viver mais de 400 anos segundo novo estudo.
- Pesquisadores usaram método de marcação e recaptura para estimar a idade.
- Alguns desses peixes têm até 435 anos de idade estimada.
- Dados foram coletados entre 1980 e 2024 em cinco cursos d'água dos Grandes Lagos.
- A expectativa de vida anterior era de 50 a 100 anos, com um caso de 154 anos registrado em 1953.
Fontes
- Revista Galileu fonte especializada




