Ciência

Pesquisa mundial com universidades brasileiras busca cura para hepatite B

Em apuração ?

Estudo envolve universidades públicas do Brasil e países como Índia, Senegal e Uganda

Pesquisadores analisando tubos de ensaio em laboratório de pesquisa médica.
Imagem: CNN Brasil

Um novo estudo global liderado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, inclui universidades brasileiras na busca por tratamentos eficazes contra a hepatite B, uma doença que afeta milhões no mundo.

Segundo informações de uma fonte ligada ao estudo, uma pesquisa internacional, liderada pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, está em andamento para buscar tratamentos e uma possível cura para a hepatite B. Este estudo, que iniciou sua fase no Brasil ainda neste ano, tem o objetivo de compreender, em nível celular, o comportamento do vírus em pacientes de diferentes países, levando em conta variações genéticas e respostas imunológicas.

Participam do consórcio internacional universidades do Brasil, Índia, Senegal e Uganda. As instituições brasileiras envolvidas são a Universidade de São Paulo (USP) e o Hospital Universitário da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes). De acordo com uma professora do Hucam-Ufes, citada por essa mesma fonte, o estudo busca eliminar a hepatite B como um problema de saúde pública no Brasil até 2030. Para isso, os pesquisadores pretendem acompanhar aproximadamente 600 pacientes nos diferentes países, incluindo o Brasil, durante cerca de quatro anos e meio cada, com previsão que o levantamento completo seja concluído até meados de 2027.

Até o momento, o recrutamento de pacientes no Brasil está acontecendo desde julho, e a equipe liderada pela professora Tânia Reuter informa que, entre os 40 participantes já selecionados na Universidade Federal do Espírito Santo, há o objetivo de alcançar os 75 brasileiros previstos até o final deste ano, de um total de 150 no estudo global. Segundo ela, a meta é entender por que o vírus evolui de formas distintas em cada paciente, identificar características genéticas que possam proteger contra a evolução mais rápida da doença e descobrir subpartículas do vírus que possam ser utilizadas como preditores de cura ou de resposta a tratamentos.

O estudo também considerará, na análise, pacientes infectados simultaneamente por hepatite B e HIV, o que aumenta a complexidade da pesquisa. Ainda não há confirmações oficiais completas sobre as etapas finais do projeto, mas a expectativa é que a pesquisa avance com o recrutamento e análise de dados até 2027. A importância do estudo reside no fato de que a hepatite B, uma infecção viral inflamatória do fígado, atinge cerca de 240 milhões de pessoas em todo o mundo, podendo evoluir para formas crônicas graves como cirrose e câncer hepático, muitas vezes silenciosamente, sem sinais claros até fases avançadas da doença.

O Ministério da Saúde do Brasil informa que a principal forma de prevenção da hepatite B é a vacinação, disponível para toda a população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Dados oficiais indicam que cerca de 1,1 milhão de brasileiros vivem com infecção crônica pelo vírus. A campanha global de erradicação de hepatites, HIV e infecções sexualmente transmissíveis até 2030, é uma meta da Organização Mundial da Saúde, reforçando a importância de estudos como esse para avançar na cura e prevenção dessa doença, que pode levar à morte se não controlada.

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O que sabemos?

  • Estudo global liderado pela Universidade Johns Hopkins inclui universidades brasileiras.
  • Objetivo é entender o comportamento do vírus hepatite B em diferentes populações.
  • Participam Universidade de São Paulo e Hospital Universitário da Ufes no Brasil.
  • Meta é eliminar a hepatite B como problema de saúde pública no Brasil até 2030.
  • Recrutamento de pacientes na Ufes começou em julho, com previsão de conclusão até 2027.

Fontes

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