Ciência

Aluguel social ganha atenção como alternativa para crise habitacional em São Paulo

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Pesquisa da FAU-USP analisa como políticas de aluguel social podem ampliar o acesso à moradia para populações vulneráveis

Estudo do LabCidade, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, investiga como o aluguel social pode ajudar diante do aumento dos custos da casa própria e da alta demanda por moradia acessível na capital paulista.

A dificuldade crescente de acesso à casa própria no Brasil, combinada com o aumento do custo da moradia, tem motivado pesquisadores e gestores públicos a observar o aluguel social como parte da solução para a crise habitacional. Segundo dados do Censo do IBGE de 2022, cerca de 22% das famílias brasileiras vivem em imóveis alugados, o que demonstra a relevância desse tipo de habitação. Além disso, a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC 2024) revelou que 67,7% dos municípios brasileiros já adotam algum tipo de política de aluguel social, reforçando a importância do tema para as gestões locais.

Na capital paulista, essa realidade é estudada de maneira aprofundada pelo LabCidade, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). A equipe, em parceria com a Secretaria Municipal de Habitação da Prefeitura de São Paulo (Sehab-SP), conduz uma pesquisa financiada pela FAPESP, coordenada pela pesquisadora Paula Freire Santoro e pela gestora pública Daniela Perre. O objetivo do estudo é investigar como o modelo de aluguel social pode ser ampliado e diversificado para responder à escassez de moradias adequadas na cidade.

O modelo em análise consiste em o poder público disponibilizar unidades residenciais, que podem ser intermediadas ou de sua propriedade direta, para que moradores paguem aluguéis compatíveis com suas rendas, evitando que os gastos com moradia comprometam excessivamente o orçamento familiar. Cidades como São Paulo, Campo Grande, Belo Horizonte e Recife já desenvolvem iniciativas nesse sentido, adotando tanto políticas municipais quanto federais para facilitar o acesso à moradia por meio do aluguel social.

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O que sabemos?

  • 22% das famílias brasileiras viviam em domicílios alugados em 2022, segundo o Censo do IBGE.
  • 67,7% dos municípios brasileiros afirmam possuir alguma política de aluguel social, de acordo com a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC 2024).
  • O LabCidade (FAU-USP) realiza pesquisa em parceria com a Secretaria Municipal de Habitação da Prefeitura de São Paulo (Sehab-SP) para analisar o modelo de aluguel social na capital paulista.
  • A pesquisa é financiada pela FAPESP e coordenada por Paula Freire Santoro e Daniela Perre.
  • O modelo estudado prevê que o poder público disponibilize unidades residenciais, próprias ou intermediadas, para aluguel social cujo valor é compatível com a renda dos moradores.
  • Cidades como São Paulo, Campo Grande, Belo Horizonte e Recife adotam políticas municipais ou federais relacionadas ao aluguel social.

O que ainda não foi confirmado?

  • Informação é até o momento divulgada somente pela Revista Pesquisa FAPESP.

Fontes

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