Proprietários de carros chineses relatam dificuldade na obtenção de peças de reposição no Brasil
Problemas de abastecimento e demora na entrega das peças têm causado transtornos para consumidores de modelos recém-lançados
Usuários de veículos chineses enfrentam atrasos na reposição de componentes essenciais, como para-brisas e sistemas de assistência ao motorista, devido à insuficiente estrutura de pós-venda no país.
Nos últimos meses, proprietários de carros chineses no Brasil têm relatado dificuldades significativas na obtenção de peças de reposição, especialmente para componentes como para-brisas e sistemas de assistência ao motorista. Segundo relatos obtidos pela reportagem, a estratégia agressiva de crescimento dessas marcas, que busca ampliar sua participação de mercado com veículos tecnologicamente avançados a preços competitivos, parece estar deixando uma lacuna no suporte pós-venda. Uma dessas histórias envolve Felipe Pacheco, dono de um MG4 Comfort 2025/2026, morador de Sorocaba (SP). Ele contou que teve o para-brisa do seu veículo, atingido por uma pedra em uma rodovia, trincado em abril de 2026 e, desde então, aguardava a troca. A demora na reposição foi marcada por uma série de obstáculos: após contato com a seguradora Azul Seguros, a empresa intermediou a compra pela fabricante Maxpar, mas a peça demorou a chegar ao Brasil e, ao chegar, foi constatado que o componente estava incorreto. Além disso, o fornecimento do para-brisa foi aparentemente interrompido, sem previsão de reposição, o que deixou Felipe e outros proprietários em uma situação de incerteza. Ainda segundo o relato, mesmo após a instalação do novo vidro, o sistema avançado de assistência ao condutor (ADAS), que usa câmeras acopladas ao para-brisa, ficou desativado por problemas na configuração do scanner necessário para calibrar o sistema. Uma empresa especializada não conseguiu finalizar o procedimento devido às limitações do equipamento, deixando o cliente com o veículo parcialmente funcional e sem o suporte completo esperado.
De acordo com uma fonte do setor, a situação não é isolada. A reportagem apurou que proprietários de diferentes marcas chinesas também enfrentam dificuldades semelhantes para substituir peças essenciais, o que pode comprometer a segurança e o funcionamento adequado dos veículos. Ainda não há confirmações oficiais das montadoras ou das distribuidoras sobre a extensão ou a causa exata do problema, e o próprio fabricante do MG não se pronunciou até o momento. A questão revela um contraste entre a rápida expansão dessas marcas no mercado brasileiro e a insuficiente estrutura de suporte técnico e de peças, uma consequência natural de sua estratégia de crescimento acelerado, que prioriza vendas e lançamentos em detrimento do fortalecimento da rede de assistência pós-venda. Para os consumidores, essa situação gera insegurança e frustrações, sobretudo porque a demanda por componentes como para-brisas e sistemas de assistência é crescente, à medida que mais veículos dessas marcas circulam pelas estradas do país. Até o momento, detalhes adicionais e uma posição oficial das fabricantes ainda não foram divulgados, o que reforça a necessidade de atenção por parte dos órgãos reguladores e órgãos de defesa do consumidor. A situação segue em desenvolvimento, com possíveis desdobramentos que podem impactar a confiança no mercado de veículos chineses no Brasil.
O que sabemos?
- Proprietários de carros chineses relatam dificuldades na obtenção de peças de reposição.
- Demora na entrega e problemas com reposição de para-brisas foram registrados.
- Sistema ADAS dos veículos ficou desativado após troca de peças devido à dificuldade na calibração.
- Fabricantes não se pronunciaram oficialmente sobre a situação ainda.
- Problemas evidenciam uma lacuna na estrutura de pós-venda das marcas chinesas no Brasil.
Fontes
- Autoesporte fonte especializada





