Tsunami meteorológico atinge litoral de Laguna pela segunda vez em novembro
Fenômeno raro provoca aumento repentino do nível do mar e danos materiais em praias catarinenses
Na manhã do dia 21, um meteotsunami afetou a Praia do Cardoso, em Laguna, e outras áreas do litoral catarinense, causando deslocamento de embarcações e danos em uma igreja. Defesa Civil confirma que evento é pouco comum e de difícil previsão.
Um fenômeno meteorológico aparentemente raro, conhecido como tsunami meteorológico ou meteotsunami, voltou a atingir o litoral de Santa Catarina na manhã de segunda-feira (21), exatamente um mês após o primeiro registro, ocorrido em novembro de 2023. Segundo a Defesa Civil estadual, essa espécie de onda violenta e repentina pode desencadear aumento súbito do nível do mar, acompanhado por ondas fortes e ventos intensos, e a sua ocorrência, embora rara, já foi registrada em outras ocasiões na região.
De acordo com informações ainda não confirmadas oficialmente, o evento foi evidenciado por radares meteorológicos, imagens de satélite e registros dos marégrafos de Imbituba e Laguna, que detectaram uma rápida elevação do nível do mar por volta das 6h. A Defesa Civil explica que uma linha de instabilidade no Litoral Sul, com nuvens alinhadas à frente de uma área de chuva, causou rajadas de vento sul entre 60 e 90 km/h. Essas condições, combinadas com alterações na pressão atmosférica, contribuíram para o fenômeno.
Segundo a mesma fonte, as ondas atingiram até 2,5 metros de altura, assustando moradores e pescadores, além de causar deslocamento de redes de pesca, equipamentos e até embarcações na Praia do Cardoso, em Laguna. Apesar do susto, todas as embarcações já foram recuperadas e não há registros de danos maiores às estruturas dos ranchos. O maior prejuízo foi uma parte do muro de uma igreja local, que foi derrubada pelo avanço da água, mas sem feridos ou vítimas humanas.
O fenômeno, embora de força inferior aos tsunamis de origem sísmica, preocupou as autoridades por sua rápida mudança de cenário. Ainda não há confirmação de que a situação tenha se agravado para além dos danos materiais. A Defesa Civil do estado destacou que eventos como esse são de difícil previsão, exigindo monitoramento constante, e reforçou que o fenômeno foi detectado através de múltiplas fontes de observação. Até o momento, nenhuma das cidades afetadas precisou de ajuda externa, embora a região permaneça sob atenção, já que a previsão do tempo indica clima mais ameno a partir de quinta-feira e ondas mais calmas no litoral norte.
Além do evento em Laguna, outras áreas de Santa Catarina também enfrentaram condições adversas com ventos fortes e chuvas intensas. Segundo informações da Defesa Civil estadual, 11 municípios decretaram Situação de Emergência, incluindo Timbé do Sul, Criciúma, Turvo, São Joaquim, Campo Erê, Araranguá, Forquilhinha, Ermo, Meleiro, Bom Jardim da Serra e Nova Veneza. Ainda, Porto União, enfrentando chuvas severas, registra mais de 200 pessoas desabrigadas e 135 famílias afetadas, com cinco abrigos disponíveis para a população. As condições climáticas variam, e apesar de temperaturas próximas de zero na semana, não há previsão de novas instabilidades relevantes, embora o mar continue agitado e as ondas ainda possam alcançar até 2,5 metros até esta quinta-feira, segundo a Agência Brasil.
O que sabemos?
- Fenômeno ocorreu em 21 de novembro de 2023 no litoral de Santa Catarina.
- Maré alta repentina e ondas violentas atingiram Laguna, com deslocamento de embarcações e danos materiais.
- Déficit de previsibilidade da ocorrência do meteotsunami, que pode envolver ventos de 60 a 90 km/h.
- Danos mais significativos foram em uma igreja, com parte do muro derrubada, sem vítimas humanas.
Fontes
- Agência Brasil fonte oficial





