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TSE planeja ações para reduzir abstenção no segundo turno das eleições brasileiras

Confirmada por múltiplas fontes ?

Presidente do tribunal quer intensificar esforços para incentivar o comparecimento às urnas na próxima fase eleitoral

Imagem: Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral busca diminuir a taxa de eleitores que não votaram no primeiro turno, que foi a maior desde 1998. Para isso, ações específicas estão sendo planejadas.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, anunciou neste domingo (4) que a Justiça Eleitoral pretende intensificar as ações para reduzir a alta taxa de abstenção registrada no primeiro turno das eleições brasileiras. Segundo dados do sistema de totalização de votos, cerca de 21% do eleitorado apto, equivalente a 33,4 milhões de pessoas, não compareceram às urnas, um percentual considerado o maior desde 1998, quando a abstenção atingiu 21,5%.

O primeiro turno ocorreu com o comparecimento de aproximadamente 125 milhões de eleitores, enquanto o total de eleitores aptos foi de cerca de 158,7 milhões. Além da abstenção recorde, o sistema de votação também registrou 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos. Kassio Nunes Marques afirmou em entrevista coletiva que, embora o índice esteja dentro do esperado, ele ainda não é considerado ideal. "Talvez seja preciso intensificar nossas ações, principalmente entre o público da terceira idade", declarou.

O ministro explicou que a intenção do TSE para as próximas eleições é aprimorar os mecanismos que incentivam o comparecimento às urnas, especialmente nas categorias de eleitores para os quais o voto não é obrigatório, como idosos acima de 70 anos, analfabetos e jovens de 16 e 17 anos. Ainda não há detalhes concretos de quais ações específicas serão tomadas, e o próprio tribunal não se pronunciou oficialmente sobre possíveis mudanças ou campanhas. No entanto, o objetivo é que o percentual de ausências seja reduzido na segunda etapa do processo eleitoral, prevista para o próximo mês.

Para quem deixar de votar, a Justiça Eleitoral exige a justificativa em até 60 dias após a eleição. Segundo fontes, o aumento na abstenção nas últimas eleições também acompanha uma tendência histórica de crescimento de pessoas que preferem não participar do sistema de votação obrigatório, levando em conta dados de anos anteriores, como 2014 e 2018, além do pleito presidencial de 2022, que apresentou uma abstenção de 20,95% na primeira fase. Essa questão é considerada relevante por especialistas, pois a participação eleitoral é fundamental para a legitimidade do processo democrático no país.

Até o momento, o Tribunal não anunciou oficialmente quais estratégias pretende adotar para motivar maior comparecimento na próxima fase, mas o debate sobre formas de melhorar o engajamento dos eleitores continua intenso, sobretudo entre os grupos de maior risco de ausência às urnas. A expectativa é que ações de comunicação e campanhas de conscientização sejam reforçadas, a fim de diminuir a resistência e o percentual de eleitores que optam por não votar.

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O que sabemos?

  • O TSE quer intensificar ações para diminuir a abstenção no segundo turno.
  • A abstenção no primeiro turno foi de 21%, maior desde 1998.
  • Cerca de 33,4 milhões de eleitores não votaram na primeira fase.
  • Votos brancos e nulos totalizaram 5,8 milhões.
  • Eleitorado apto a votar é de aproximadamente 159 milhões.

Fontes

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