Brasil

TSE afirma que eleições de 2026 não tiveram interferências estrangeiras ou do crime organizado

Em apuração ?

Declarações do presidente do Tribunal Superior Eleitoral tranquilizam ambiente eleitoral

Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com mídia de fundo
Imagem: CNN Brasil

O presidente do TSE garantiu que o primeiro turno das eleições de 2026 transcorreu sem sinais de interferência externa ou atividades criminosas, conforme fontes oficiais.

Após o encerramento do primeiro turno das eleições de 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, declarou que o tribunal não registrou nenhum alerta de interferência estrangeira ou atividades do crime organizado durante o processo eleitoral. Em entrevista coletiva realizada neste domingo (4), ele afirmou que "não tivemos nenhum alerta dos diversos setores do TSE sobre interferência estrangeira. Não registramos nenhum tipo de interferência".

Segundo Kassio, as equipes responsáveis pelo monitoramento de riscos externos no TSE, assim como órgãos de segurança como a Polícia Federal (PF) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), não identificaram indícios concretos de atuação de agentes estrangeiros ou de organizações criminosas que pudessem influenciar o pleito. Ainda de acordo com ele, também não houve relatos de ameaças ou tentativas de atentados contra zonas eleitorais ou prédios públicos associados ao evento eleitoral.

Apesar do clima de tranquilidade oficial, a preocupação com possíveis interferências internacionais ainda foi pauta na semana que antecedeu a votação. Representações diplomáticas dos Estados Unidos e da Austrália chegaram a suspender temporariamente seus serviços consulares por questões de segurança, o que, segundo Kassio, pode ocorrer em países com eleições mais polarizadas.

Além disso, ainda nesta data, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, revelou que a corporação abriu uma investigação sobre uma possível tentativa de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Essa apuração foi motivada por uma denúncia da Advocacia-Geral da União (AGU), após uma reportagem do jornal The Guardian que mencionou um projeto norte-americano intitulado "Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil", que previa cerca de R$ 5 milhões para grupos de oposição supostamente ligados a abusos do poder judicial e censura do Supremo Tribunal Federal, o STF.

Por ora, as autoridades brasileiras continuam monitorando o cenário de segurança, mas ainda não há confirmação oficial de atividades ilícitas ou externas que possam ter influenciado a votação. O tema permanece sob investigação, e outras avaliações devem ser feitas nos próximos dias, à medida que novos dados forem coletados.

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O que sabemos?

  • TSE afirma que não houve registros de interferência estrangeira no primeiro turno das eleições de 2026.
  • Órgãos de segurança como PF e Abin não detectaram indícios de atuação estrangeira ou de organizações criminosas.
  • Representações diplomáticas dos EUA e Austrália suspenderam serviços consulares por questões de segurança antes da votação.
  • Polícia Federal anunciou que investiga possível interferência dos EUA nas eleições brasileiras, baseada em denúncia da AGU e reportagem do The Guardian.

Fontes

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