Fortes temporais e granizo afetam dezenas de municípios no Rio Grande do Sul
Balanço aponta mais de 9 mil pessoas afetadas e casas destelhadas na última avaliação da Defesa Civil
A instabilidade no Rio Grande do Sul trouxe chuva de granizo e ventos de até 90 km/h, atingindo milhares de moradores em várias regiões do estado, com prejuízos significativos.
Uma forte frente de instabilidade meteorológica atingiu diferentes regiões do Rio Grande do Sul desde sábado (26), causando danos extensivos por granizo e ventos intensos, segundo informações divulgadas neste domingo pela Defesa Civil estadual. Ainda não há confirmação se houve mortes ou desaparecidos, mas foram registrados mais de 9,5 mil afetados e aproximadamente 2,2 mil casas destelhadas, com prejuízos que continuam a ser contabilizados.
De acordo com o balanço mais recente, divulgado na tarde deste domingo, 5 mil pessoas tiveram suas vidas impactadas em Santiago, uma das cidades mais gravemente atingidas, onde a intensidade da precipitação foi tamanha que, em alguns pontos, o chão ficou coberto por uma camada de gelo devido ao granizo. Em Alegrete, estima-se que cerca de 2 mil moradores foram afetados, incluindo uma pessoa que ficou ferida. Ainda nessa cidade, pelo menos 10 pessoas ficaram desabrigadas após os estragos.
Outras localidades também reportaram prejuízos consideráveis. Em Capão do Cipó, cerca de 820 moradores foram atingidos, e em Catuípe, 800 residentes tiveram suas casas danificadas. Vídeos disponíveis mostram a intensidade das chuvas de granizo em Santiago na manhã de sábado, ilustrando a grandiosidade do fenômeno. Bombeiros relataram que distribuíram mais de 18 mil metros de lona para proteger moradias e minimizar os danos.
Segundo fontes da Defesa Civil, o fenômeno ocorreu em meio às previsões de risco feitas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pela Climatempo e pela própria Defesa Civil, que alertaram para a possibilidade de temporais entre sexta-feira (25) e segunda-feira (28). A origem da instabilidade foi atribuída a uma área de baixa pressão situada entre o norte da Argentina e o Paraguai, que favorece a entrada de ar quente e úmido na região, condição propícia para a formação de tempestades, incluindo granizo de grande volume e ventos que podem ultrapassar 90 km/h.
O domingo (27) trouxe ainda mais preocupação, pois o clima permanece instável em grande parte do estado. As regiões de Campanha, Oeste, Missões, Noroeste, Norte e Centro declaram risco de eventos meteorológicos severos, incluindo ventos fortes e granizo de tamanho considerável. A previsão indica que os acumulados de chuva podem passar de 200 milímetros ao longo do período, com volumes que podem superar 170 milímetros em apenas 24 horas nas áreas mais afetadas. O calor também persiste no Norte e Noroeste, atingindo temperaturas de até 35 graus, enquanto o extremo sul registra temperaturas mais amenas, com mínimas de 12 graus no Chuí.
Especialistas e órgãos de monitoramento continuam a acompanhar a situação, alertando a população sobre os riscos de novas frequências de temporais ao menos até segunda-feira. A Defesa Civil destacou a necessidade de atenção redobrada, principalmente em áreas de maior vulnerabilidade, devido às condições climáticas desfavoráveis causadas pelo sistema de baixa pressão e o avanço de frentes frias. Mais informações sobre a evolução do tempo e possíveis novas ocorrências ainda não foram confirmadas oficialmente.
O que sabemos?
- 9.5 mil pessoas afetadas no RS
- 2.2 mil casas danificadas por granizo
- Maior impacto em Santiago (5 mil afetados) e Alegrete (2 mil afetados)
- Chuva de granizo registrada na Fronteira Oeste do RS
- Ventos podem superar 90 km/h em várias regiões do estado
Fontes
- G1 imprensa





