Brasil

Entenda como funciona a segurança das urnas eletrônicas no Brasil

Em apuração ?

Especialistas explicam o processo e desmentem boatos após vídeo viral de apuração

Imagem de urna eletrônica sendo manipulada durante apuração
Imagem: G1

Vídeo divulgado nas redes sociais gerou dúvidas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas, mas especialistas ressaltam os mecanismos de segurança utilizados pelo sistema no país.

Recentemente, um vídeo gravado durante a processo de apuração das eleições em Limeira (SP), que foi amplamente divulgado nas redes sociais, causou uma onda de dúvidas e desinformação sobre a segurança das urnas eletrônicas brasileiras. Segundo fontes ouvidas pelo g1 Piracicaba, a gravação mostra um funcionário manuseando rapidamente mídias de resultado, o que levou muitos a questionar a confiabilidade do sistema. No entanto, especialistas explicam que esse procedimento é normal e faz parte do funcionamento seguro do sistema eleitoral no Brasil.

De acordo com a chefe do cartório eleitoral de Limeira, Fernanda Rocha, o funcionamento das urnas eletrônicas é bastante semelhante ao de uma calculadora antiga que imprime comprovantes em papel. A principal diferença está na presença de uma memória digital interna, chamada de 'mídia de resultado', que armazena os dados de forma segura e rápida. Essa mídia funciona como um 'pendrive' dedicado exclusivamente às eleições, garantindo que os resultados sejam transferidos de forma criptografada e protegida contra qualquer tentativa de fraude.

Segundo o especialista em tecnologia do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, Leandro Pegoraro das Neves, a leitura da mídia é realizada por um mecanismo conhecido como 'hot swap', que permite a troca rápida dos dispositivos sem comprometer a integridade dos dados. Além disso, o sistema realiza auditorias públicas antes, durante e após a votação, para assegurar a transparência e a segurança do processo. Todas as mídias de resultado de diferentes cores e capacidades de armazenamento são lacradas e transportadas sob escolta policial até o cartório, onde ocorrem a totalização dos votos.

O processo também inclui várias medidas de segurança, como a emissão de um boletim de urna zerada, que atesta que nenhuma votação havia sido registrada na máquina antes do início da eleição. Após o encerramento, a urna gera ao menos cinco vias do boletim com os resultados de cada seção, que são disponibilizadas para consulta pública. As mídias de resultado, então, são recolhidas, lacradas em envelopes e levadas por policiais até o local de apuração. A transmissão dos resultados ocorre por uma rede privada e isolada da internet, reforçando a proteção contra ataques cibernéticos.

Desde a sua implementação há três décadas, a urna eletrônica no Brasil nunca teve um caso comprovado de fraude, segundo fontes oficiais. Ainda assim, a circulação de vídeos e boatos na internet reforça a necessidade de esclarecimentos contínuos sobre o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro, que incorpora múltiplas camadas de segurança e fiscalização. Os especialistas destacam que, enquanto alguns detalhes técnicos podem parecer duvidosos para quem não conhece o processo, o sistema foi projetado exatamente para garantir a integridade e a confiabilidade do voto eletrônico no país, reduzindo significativamente possibilidades de manipulação ou fraudes.

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O que sabemos?

  • Vídeo viral em Limeira gerou dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas.
  • Sistema de apuração usa mídia de resultado, similar a um pendrive.
  • Processo inclui auditorias públicas antes, durante e após a eleição.
  • Transmissão dos resultados é feita por rede privada e isolada da internet.

Fontes

  • G1 imprensa
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