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Risco de rompimento de barragem leva à evacuação de moradores no Rio Grande do Sul

Em apuração ?

Autoridades tomam medidas preventivas após fissuras em estrutura de reservatório

Imagem de barragem com fissuras sendo monitorada por equipes técnicas
Imagem: CNN Brasil

Cerca de 170 pessoas foram retiradas de suas casas em São Marcos devido a fissuras detectadas na Barragem Arroio São Luiz. Equipes monitoram riscos e aguardam diagnóstico técnico.

Na cidade de São Marcos, no Rio Grande do Sul, aproximadamente 170 moradores tiveram que deixar suas casas na última quarta-feira (23) por precaução, devido ao risco de rompimento da Barragem Arroio São Luiz. Segundo informações obtidas da Corsan, a Companhia Riograndense de Saneamento, fissuras e vazamentos foram identificados na estrutura do reservatório após monitoramento intensificado motivado pelo aumento do nível de água causado pelas fortes chuvas na região.

A situação levou as autoridades a acionarem o Plano de Ação de Emergência (PAE), adotando medidas para reduzir o nível do reservatório. Às 12h47 daquele dia, foi aberta a descarga de fundo, que, junto ao uso de bombas, visa diminuir a pressão sobre a estrutura, já que o volume do reservatório caiu de aproximadamente 138 mil metros cúbicos para 135 mil metros cúbicos ao longo do dia. A instalação dessas bombas tem como objetivo ampliar a retirada de água, buscando evitar uma possível ruptura.

Segundo fontes da Corsan, as fissuras foram encontradas no vertedouro e em partes do contraforte, componentes essenciais para a segurança da barragem. Especialistas em segurança de barragens estão avaliando as condições da estrutura, com o diagnóstico esperado até sexta-feira (25). Ainda não há uma confirmação oficial sobre o estágio final dessas análises, e o que será recomendado após a avaliação ainda não foi divulgado. A Secretaria de Comunicação do Rio Grande do Sul afirmou que, mesmo em hipótese de rompimento, o impacto seria restrito às áreas próximas à barragem, incluindo uma zona de inundação mapeada pela Defesa Civil e o próprio Plano de Ação de Emergência.

Para garantir a segurança, a Corsan hospedou as famílias retiradas em casas de parentes ou hotéis na região, com os custos custeados pela companhia. Essas pessoas permanecem fora das áreas próximas à barragem até que os especialistas deem o aval para o retorno. Não houve, até o momento, relatos de danos ou vítimas relacionadas ao episódio, e a estrutura, que possui um volume total estimado em 420 mil metros cúbicos de água, continua sendo monitorada de perto.

A Defesa Civil acompanha toda a operação, com equipes municipais em alerta máximo. Um sistema de alerta por mensagem (Cell Broadcast) foi utilizado para instruir a população a se preparar para uma eventual evacuação. Além disso, o Centro de Monitoramento da Defesa Civil de Rio Grande do Sul registrou 174 ocorrências no estado, incluindo vendavais, chuvas fortes, enxurradas, granizo, inundações, deslizamentos e alagamentos, refletindo o período de condições climáticas adversas na região. Ainda não há previsão de que o risco seja completamente descartado, mas as autoridades reforçam que medidas preventivas continuam sendo tomadas na tentativa de evitar uma tragédia.

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O que sabemos?

  • Cerca de 170 moradores de São Marcos foram evacuados por risco de rompimento de barragem.
  • Fissuras e vazamentos foram identificados na Barragem Arroio São Luiz após monitoramento.
  • A descarga de fundo da barragem foi aberta às 12h47 para diminuir o nível de água.
  • O volume do reservatório caiu de 138 mil para 135 mil metros cúbicos ao longo do dia.
  • A avaliação técnica deve ficar pronta até sexta-feira (25).

Fontes

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