Professor de astronomia de Sergipe morre vítima de infarto aos 60 anos
Paixão pela ciência e pelo rock marcou carreira de educador dedicado à divulgação científica
Augusto César Silva Almeida, conhecido por suas ações de aproximação da ciência com a comunidade, faleceu em Aracaju. Sua morte deixou uma lacuna na educação científica local.
Segundo a reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, Augusto César Silva Almeida, um professor de física e astronomia de 60 anos, morreu em sua residência em Aracaju, Sergipe, na manhã do dia 20 de agosto, vítima de um infarto fulminante. Ele era bastante conhecido na comunidade local, especialmente por seu trabalho na divulgação da ciência de forma acessível e envolvente, tanto nas escolas quanto em eventos públicos na Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju, a Ccteca Galileu Galilei.
Augusto nasceu em Japaratuba, também em Sergipe, em 2 de dezembro de 1965, e iniciou sua trajetória acadêmica na Universidade Federal de Sergipe, onde estudou física. Ainda segundo a reportagem, após a morte do pai, ele enfrentou uma crise emocional que quase o levou a desistir dos estudos, mas foi convencido pela mãe, Maria José Melo Silva, a seguir em frente. Durante a graduação, passou seis meses realizando intercâmbio na Alemanha e, posteriormente, formou-se em pedagogia, rumo que adotou para consolidar sua vocação de educador. Sua dedicação ao ensino o levou a atuar em escolas estaduais e municipais, além de desenvolver projetos que aproximassem o público escolar da astronomia e da ciência em geral.
Durante quase duas décadas, Augusto foi diretor e coordenador da Ccteca Galileu Galilei, onde promovia sessões públicas de observação do céu, oficinas e atividades educativas para estudantes e comunidade. Sua paixão pela astronomia, aliada ao gosto pelo rock — especialmente pela banda canadense Rush —, esteve presente na sua rotina, tanto pessoal quanto profissional. Segundo relatos da reportagem, ele tocava bateria inspirado no ídolo Neil Peart, e costumava utilizar seu telescópio para apontar estrelas, planetas como Vênus e Júpiter, em aulas públicas que visavam estimular o interesse pela ciência.
Conforme a reportagem, Augusto também conviveu com uma história de amor que durou 12 anos com Elisângela Batista de Souza Almeida, uma antiga estudante que conheceu quando ainda era professor. Os dois compartilharam a paixão pelo rock, algo que, segundo ela, foi um elemento de conexão que ajudou a consolidar a relação. Augusto, contudo, não deixou filhos e deixa a esposa, a mãe, quatro irmãos e cinco sobrinhos. Ainda não há confirmação oficial sobre detalhes do funeral ou possíveis homenagens, e o clube não se pronunciou até o momento.
A notícia da morte de Augusto repercutiu na comunidade científica e educacional local, que destacou sua importância na promoção da cultura científica e na formação de jovens. Ainda há dúvidas sobre as circunstâncias do infarto, pois a reportagem ressalta que a informação, divulgada pela Folha de S.Paulo, ainda não foi confirmada por outras fontes. O trabalho de Augusto, que integrava arte, ciência e inclusão social, deixa uma marca de dedicação e paixão pelo conhecimento, atributos que marcaram sua trajetória na cidade de Aracaju.
O que sabemos?
- Augusto César Silva Almeida morreu de infarto aos 60 anos.
- Ele era professor de física e astronomia em Aracaju.
- Fundador da Ccteca Galileu Galilei, promovia atividades públicas de astronomia.
- Tocador de bateria inspirado pelo músico Neil Peart, do Rush.
- Casado por 12 anos com Elisângela Almeida, antiga estudante.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa




