Prejuízo bilionário dos Correios em 2026 exige aporte estatal para evitar inadimplência
Empresa fecha primeiro semestre com rombo 30% maior e depende de aporte no orçamento de 2027
Os Correios encerraram o primeiro semestre de 2026 com prejuízo de R$ 5,55 bilhões, 30% maior que no mesmo período do ano anterior. Para evitar o vencimento antecipado da dívida, o governo prevê aporte de R$ 6 bilhões no orçamento de 2027, conforme cláusula contratual com o consórcio bancário.
Os Correios fecharam o primeiro semestre de 2026 com prejuízo de R$ 5,55 bilhões, valor 30% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O resultado indica um possível prejuízo anual superior ao de 2025, quando a estatal federal registrou rombo de R$ 8,5 bilhões.
O governo federal incluiu um aporte de R$ 6 bilhões no orçamento de 2027 para a empresa, valor previsto em contrato com o consórcio composto por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander, que concedeu um empréstimo de R$ 12 bilhões no final de 2025.
Esse aporte é necessário para evitar o vencimento antecipado da dívida, conforme cláusula contratual. Além disso, há negociações em andamento para um possível segundo empréstimo no valor de R$ 7 bilhões.
No segundo trimestre de 2026, o prejuízo dos Correios reduziu 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando R$ 2,39 bilhões, e houve queda de 24% em comparação ao primeiro trimestre do ano (R$ 3,16 bilhões). Mesmo assim, o déficit acumulado no semestre foi maior que o registrado no mesmo período de 2025 (R$ 4,26 bilhões).
A receita líquida da empresa caiu no período avaliado. O governo afirma que houve progressos no plano de reestruturação da estatal.
Em suma, os Correios continuam enfrentando prejuízos elevados que exigem aporte da União para garantir operações e pagamento de dívidas.
O que sabemos?
- Os Correios tiveram prejuízo de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, 30% acima do mesmo período de 2025.
- O rombo em 2025 foi de R$ 8,5 bilhões.
- O governo incluiu no orçamento de 2027 aporte de R$ 6 bilhões para a empresa, condicionado a contrato com o consórcio bancário formado por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander.
- O consórcio concedeu empréstimo de R$ 12 bilhões em 2025 com cláusula que exige o aporte até o fim de 2027 para evitar vencimento antecipado da dívida.
- Há negociações para um novo empréstimo potencial de R$ 7 bilhões.
- No segundo trimestre de 2026, o prejuízo caiu 5,5% em relação ao segundo trimestre de 2025 e 24% em relação ao primeiro trimestre de 2026.
- O déficit acumulado no primeiro semestre de 2026 foi superior ao mesmo período de 2025.
- A receita líquida teve queda no período.
- O governo afirmou haver progressos no plano de reestruturação da empresa.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





