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Prefeitura de São Paulo investiga desaparecimento de 879 bens do extinto Serviço Funerário

Informações checadas ?

Investigações buscam esclarecer o sumiço de equipamentos públicos após a extinção do órgão em 2023

Imagem ilustrativa de bens públicos municipais
Imagem: Folha de S.Paulo

A Prefeitura de São Paulo está apurando o desaparecimento de quase 900 bens pertencentes ao antigo Serviço Funerário, que foi extinto no final de 2023. Entre os itens, estão veículos, mobiliário e equipamentos variados, cuja gestão está sob investigação.

A Prefeitura de São Paulo anunciou que está realizando uma apuração preliminar sobre o sumiço de 879 bens públicos relacionados ao extinto Serviço Funerário Municipal. Segundo fontes da administração, a investigação foi prorrogada recentemente e busca esclarecer o paradeiro de itens que vão de veículos a equipamentos diversos, muitos deles adquiridos ao longo de mais de 70 anos de funcionamento do órgão.

Entre os bens listados na investigação estão carrinhos de urnas mortuárias, geladeiras, tratores, geradores, cadeiras de rodas, aparelhos de ozônio, micro-ondas, máquinas fotográficas, aspiradores industriais, climatizadores de ar, fogões, tendas, impressoras e até um carro funerário que foi comprado em 1998. A relação foi confirmada pela gestão municipal, que destacou que a última atualização do inventário do patrimônio ocorreu no ano passado, logo após a extinção da autarquia, no final de 2023, processo realizado após a concessão dos cemitérios e serviços funerários à iniciativa privada.

Segundo um porta-voz da administração municipal, a investigação, que foi instituída em julho deste ano, tem como objetivo verificar se houve alguma omissão legal ou administrativa por parte dos agentes públicos responsáveis pela gestão do patrimônio do antigo serviço. A prefeitura afirmou que o processo ocorre de forma sigilosa e que todas as circunstâncias estão sendo analisadas cuidadosamente. Em nota, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) reforçou o compromisso com a transparência, alegando que as ações buscam a preservação do patrimônio público e que as responsabilidades serão esclarecidas ao final da apuração.

O órgão ainda explicou que grande parte dos bens adquiridos ao longo de mais de sete décadas de operação encontra-se depreciada ou com valor residual contábil baixo, devido ao tempo de uso e ao desgaste natural. Apesar do sigilo, fontes não oficiais afirmam que os bens desaparecidos representam uma preocupação, pois muitos deles eram importantes para a operação do antigo serviço funerário. Ainda não há informações oficiais que confirmem o destino desses bens ou eventuais responsabilidades dos gestores envolvidos, e o clube não se pronunciou até o momento.

Esse caso causa inquietação na comunidade por envolver patrimônio público de uma das maiores cidades do país, levando a questionamentos sobre a gestão de bens públicos após a extinção de órgãos municipais. O que motiva a investigação é, sobretudo, o desejo de evitar irregularidades e garantir a transparência na administração pública, principalmente em processos de privatização de serviços essenciais, como o funeral e a gestão de cemitérios.

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O que sabemos?

  • A Prefeitura de São Paulo investiga o desaparecimento de 879 bens do extinto Serviço Funerário.
  • Os bens incluem veículos, equipamentos eletrônicos, mobiliário e itens de uso comum do órgão.
  • A investigação foi prorrogada recentemente e é de caráter sigiloso.
  • O órgão foi extinto no final de 2023, com os serviços entregues à iniciativa privada.

Fontes

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