Decisão judicial mantém usina de Afuá em operação temporariamente, garantindo segurança no fornecimento de energia
Liminar suspende desligamento de térmica da Siemens Energy até avaliação de condições técnicas
Uma liminar da Justiça do Pará determinou que a usina termelétrica de Afuá permaneça como reserva operacional por 30 dias. A medida impede o desligamento previsto após a interligação ao Sistema Interligado Nacional, devido à necessidade de garantir o abastecimento da região.
Em uma decisão recente, a Justiça do Pará concedeu uma liminar que impede a desativação da Usina Termelétrica de Afuá, pertencente à Energy Assets, do grupo Siemens Energy, por pelo menos 30 dias. Segundo fontes jurídicas, a medida visa assegurar a manutenção da usina como reserva operacional, garantindo o fornecimento de energia ao município de Afuá. A decisão foi tomada após o anúncio de que a usina, que atua com geração a diesel, teria suas operações encerradas a partir de 14 de outubro, com o início das desconexões e retirada de equipes de plantão. Para entender melhor, quando a usina foi conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em 31 de agosto de 2026, a Equatorial Pará, distribuidora de energia, alegou que a geração local ainda era necessária devido à vulnerabilidade do sistema, especialmente por possíveis falhas nos cabos subaquáticos que atendem a região. Segundo a própria Equatorial, o objetivo da liminar é evitar sobrecarga no circuito remanescente, caso haja falhas nesse sistema de transmissão. A empresa argumenta que, mesmo com a conexão ao SIN, a manutenção da usina é essencial até que as condições técnicas do sistema possam garantir o abastecimento sem suporte adicional. Ainda de acordo com a nota oficial, a Equatorial pediu à Justiça que a usina permanecesse operando enquanto as tratativas técnicas e regulatórias avançam. Por outro lado, a Energy Assets, responsável pela usina, afirmou que a unidade permanece em condição operacional enquanto busca uma transição segura, ressaltando seu compromisso em contribuir para uma solução sustentável. A disputa também envolve questões contratuais, uma vez que a formalização do contrato de backup de Afuá teria sido condicionada à aceitação de um termo aditivo relacionado a outras usinas, o que, na visão do juiz, justifica a decisão de manter a usina em operação temporariamente. Essa medida preventiva é vista como essencial para garantir a segurança energética da região, que ainda depende de usinas de reserva devido à vulnerabilidade do sistema de transmissão e distribuição local.“A manutenção temporária da usina é fundamental até que tenhamos condições técnicas de operar com segurança, sem precisar da estrutura de backup”, explicou uma fonte ligada ao caso. Ainda não há confirmação oficial se a Equatorial ou a Energy Assets irão recorrer da decisão ou quais passos serão tomados a partir de agora, uma vez que o cenário envolve interesses regulatórios, técnicos e comerciais. A disputa evidencia a complexidade do setor energético na região, onde questões de segurança, infraestrutura e contratos se entrelaçam, afetando diretamente a vida dos moradores de Afuá, que aguardam por uma solução definitiva para garantir o fornecimento contínuo de energia.
O que sabemos?
- Uma liminar judicial impede o desligamento da usina de Afuá por 30 dias.
- A usina pertence à Energy Assets, do grupo Siemens Energy.
- A conexão ao Sistema Interligado Nacional foi realizada em 31 de agosto de 2026.
- A Equatorial Pará alega a necessidade de manter a usina por questões de segurança devido à vulnerabilidade dos cabos subaquáticos.
- A Energy Assets afirma que a usina permanece em condição operacional, em processo de transição.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





