Porto do Açu inicia projeto de produção de combustível sustentável usando captura de carbono
Iniciativa visa reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa no transporte marítimo
O porto do Açu, no Rio de Janeiro, está desenvolvendo uma planta para produzir combustível sintético a partir da captura de dióxido de carbono do ar, com potencial para diminuir drasticamente a pegada de carbono do setor marítimo.
A administração do porto do Açu, localizado no norte do Rio de Janeiro, anunciou o início de um projeto inovador voltado à produção de um combustível sintético sustentável para uso no transporte marítimo. Segundo fonte do próprio porto, a iniciativa, batizada de "DAC-to-Sea" (sigla em inglês para captura direta de gás carbônico do ar), pretende capturar aproximadamente 5.000 toneladas de CO₂ por ano, o suficiente para produzir cerca de 300 litros diários de combustível ecológico, com potencial de reduzir até 90% as emissões de gases de efeito estufa ao longo de seu ciclo de vida, em comparação com combustíveis fósseis tradicionais.
Segundo informações de uma fonte ligada ao projeto, a captação e conversão do carbono serão realizadas no próprio complexo portuário, que já passou por testes iniciais de viabilidade. O projeto prevê a captação de US$ 700 milhões (quase R$ 3,6 bilhões na cotação atual) junto ao BNDES para financiar todas as fases de implementação. Com a instalação da planta de captura de carbono, que deverá ampliar a capacidade de produção, a equipe envolvida pretende testar toda a cadeia tecnológica em ambiente real — desde a captura do gás até o abastecimento das embarcações de apoio do porto.
A expectativa é que, após a instalação da estrutura, seja possível verificar a viabilidade econômica do combustível sintético e sua capacidade de crescer na escala de produção. Ainda não há confirmação oficial sobre o início da operação comercial plena, e o porto não se pronunciou detalhadamente sobre prazos ou resultados futuros, mas a iniciativa representa uma aposta significativa em soluções inovadoras para a descarbonização do setor marítimo.
Por enquanto, o foco está na fase de testes e na avaliação do potencial de mercado do novo combustível. A importância da ação reside no esforço de reduzir a pegada ambiental de uma atividade tradicionalmente considerada altamente poluente, além de representar um avanço tecnológico no Brasil para produção de energia limpa a partir de captura de carbono direto do ar, método que ainda está em desenvolvimento em várias partes do mundo.
O que sabemos?
- Projeto do porto do Açu visa produzir combustível sintético usando captura de carbono do ar.
- Capacidade estimada da planta: 5.000 toneladas de CO₂ por ano, gerando 300 litros de combustível por dia.
- Investimento previsto de US$ 700 milhões, financiados pelo BNDES.
- A planta ainda está na fase de testes iniciais e futura fase de expansão.
- O objetivo é reduzir até 90% das emissões de gases de efeito estufa em comparação ao combustível fóssil.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





