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Por que a ordem dos votos na urna eletrônica começa pelos deputados?

Em apuração ?

Regra herdada de 1965 orienta a sequência de votação nas eleições brasileiras

Imagem de uma urna eletrônica com a tela de votação
Imagem: CNN Brasil

A regra para a disposição dos votos na urna eletrônica brasileira tem raízes no Código Eleitoral de 1965, priorizando cargos do Legislativo. A sequência, que inicia com deputados, busca reduzir erros e facilitar o fluxo de votação.

Você já se perguntou por que, nas eleições brasileiras, o voto começa pelos deputados e termina com o presidente da República? Segundo fontes da Justiça Eleitoral, essa sequência tem raízes em uma regra estabelecida há mais de cinquanta anos, herdada do Código Eleitoral de 1965, e que ainda orienta o funcionamento das urnas eletrônicas atualmente.

Conforme explica uma fonte ligada ao tribunal eleitoral, a ordenação do voto na urna eletrônica deriva de uma lógica antiga, que vinha das cédulas de papel usadas em eleições passadas. O Artigo 146 do Código Eleitoral de 1965 já determinava que os cargos do Poder Legislativo, por exigirem números maiores de identificação (com mais dígitos), fossem priorizados na hora de preencher as urnas. Por isso, a sequência das escolhas começava pelos deputados, seguindo para os senadores e, por último, para os cargos do Executivo, como governador e presidente.

Na década de 1990, com a implantação das urnas eletrônicas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve essa lógica e transpos sua para o software do sistema eletrônico. Assim, ao iniciar a votação pelos deputados federais, que possuem números de até quatro dígitos, a urna organiza automaticamente uma sequência que minimiza os erros de digitação e facilita o fluxo na cabine de votação.

Segundo a fonte, a ordenação também foi pensada para evitar atrasos. Na hora de votar, o eleitor tem uma pausa de segurança de um segundo, durante a qual a tecla de confirmação fica inativa, enquanto na tela aparece a mensagem 'Confira seu voto' ao lado da foto e dos dados do candidato escolhido. Além disso, o tribunal recomenda que o eleitor faça uma anotação com os números organizados na sequência oficial, usando uma espécie de 'cola eleitoral', ajudando a aguar o processo de votação.

Todo procedimento se conclui na confirmação do voto para presidente, momento em que a urna emite o Boletim de Urna (BU). Essa rotina, que permanece até hoje, garante maior segurança e agilidade ao escolher diferentes cargos nas eleições brasileiras. Ainda não há confirmação oficial sobre mudanças nesse procedimento, que parece consolidado há décadas, mas a origem dessa ordenação mostra como a tecnologia e a legislação caminharam juntas para estruturar o sistema eleitoral do país.

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O que sabemos?

  • A sequência de votação na urna eletrônica brasileira começa pelos deputados devido a uma regra do Código Eleitoral de 1965.
  • A lógica herdada prioritiza cargos do Legislativo, que demandam mais dígitos na identificação.
  • Na década de 1990, o sistema eletrônico adotou essa lógica para facilitar a votação e reduzir erros.
  • A pausa de segurança de um segundo e a orientação de anotação auxiliam na segurança e na organização.
  • A rotina termina com a emissão do Boletim de Urna após a confirmação do voto para o presidente.

Fontes

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