Placas nos jogos do Brasileiro protestam contra MP das apostas esportivas
Manifesto destaca impacto da medida provisória que suspendeu contratos de patrocínio com casas de aposta
Durante a rodada do Campeonato Brasileiro, placas publicitárias exibiram frases contra a nova medida que regula o mercado de apostas, levando clubes a buscar alternativas para manter seus patrocínios.
Na rodada desta semana do Campeonato Brasileiro, uma mobilização inusitada chamou a atenção de torcedores e espectadores: placas de publicidade nos estádios exibiram frases críticas à Medida Provisória que regula o funcionamento das apostas esportivas no país. Segundo fontes do setor, a iniciativa faz parte de uma campanha do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), liderada pelo presidente Carlos Lima, com o objetivo de alertar sobre os efeitos da medida e defender a legalização e regulamentação do mercado.
Segundo o IBJR, que conduziu a ação, as placas exibiram frases como “Proibir não é proteger”, “Não se muda a regra no meio do jogo” e “Quem lucra com as bets ilegais?”. Essas mensagens buscam questionar a decisão de suspender os contratos de patrocínio de clubes com casas de apostas, medida que entrou em vigor na última terça-feira (6). De acordo com o IBJR, a ação ocorreu durante os dias 7 e 8 de abril, abrangendo jogos realizados nesta quarta-feira e nesta quinta-feira, e pretende denunciar o impacto financeiro dessa proibição no futebol nacional.
Desde a implementação da medida provisória, as plataformas de apostas deixaram de operar oficialmente no Brasil, o que afetou contratos de patrocínio de diversos clubes. Entre eles, estão times com a marca principal da empresa Superbet, como São Paulo e Fluminense. Para tentar manter as suas parcerias, esses clubes estão atualmente adotando soluções temporárias, como exibir o nome de plataformas estatísticas vinculadas à casa de apostas, no caso do São Paulo e Fluminense, que agora usam a marca Superscore.
Além das placas, o IBJR lançou um site que explica as proteções oferecidas pelo mercado regulado e tenta mostrar como as regras funcionam na prática, na tentativa de esclarecer os possíveis benefícios de uma legislação que regule o setor de apostas esportivas no país. Segundo Carlos Lima, o presidente do instituto, “a proibição não faz a procura por bets desaparecer”, reforçando a ideia de que a demanda por apostas não acaba, apenas muda de endereço, o que, na visão do grupo, favorece o mercado ilegal.
Ao ser questionado sobre o impacto da medida na indústria do futebol, representantes dos clubes ainda não confirmaram oficialmente detalhes sobre suas estratégias de adaptação, mas as ações de protesto indicam uma preocupação de que a suspensão dos contratos afetará receitas importantes para as equipes. A iniciativa do IBJR busca, dessa forma, impulsionar o debate sobre a regulamentação, alegando que a proibição pode acabar beneficiando quem lucra com apostas ilegais e prejudicando os torcedores que preferem ambientes seguros e supervisionados.
O que sabemos?
- A campanha foi liderada pelo IBJR e ocorreu durante jogos do Brasileiro em 7 e 8 de abril.
- Placas exibiram frases contra a MP das bets, incluindo 'Proibir não é proteger' e 'Quem lucra com as bets ilegais?'.
- A medida entrou em vigor em 6 de abril, suspendendo contratos de patrocínio de clubes com casas de apostas.
- Clubes como São Paulo e Fluminense estão substituindo temporariamente as marcas de apostas por nomes de plataformas estatísticas.],[{
- nome de uma plataforma
- tipo: empresa|Superscore
- entidades
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
- UOL Notícias imprensa





