Parque Carlos Botelho registra mais de 400 espécies de aves e reforça sua importância na preservação da Mata Atlântica
Área em São Miguel Arcanjo destaca-se pelo grande número de espécies, incluindo várias ameaçadas de extinção
Até agosto de 2026, o Parque Estadual Carlos Botelho registrou 414 espécies de aves, crescendo em relação aos 342 catalogados em 2008. Entre elas, 25 estão ameaçadas, como a jacutinga, que está criticamente em perigo. O parque atua como refúgio para a biodiversidade da Mata Atlântica, abrigando espécies endêmicas e contribuindo para a conservação regional.
O Parque Estadual Carlos Botelho, localizado em São Miguel Arcanjo, tem se destacado como um verdadeiro santuário para a avifauna da Mata Atlântica. Segundo informações atualizadas até agosto de 2026, o parque registra atualmente 414 espécies de aves, um crescimento significativo em relação ao levantamento de 2008, quando 342 espécies foram catalogadas, segundo a fonte exclusiva do G1. Este aumento não necessariamente indica a chegada de novas espécies ao local, mas reflete, sobretudo, um aprofundamento no conhecimento sobre a biodiversidade presente na unidade de conservação.
Entre as espécies ameaçadas de extinção, destaca-se a jacutinga, classificada como “Criticamente em Perigo”, que tem uma presença cada vez mais rara na região. Além dela, o parque abriga 121 espécies endêmicas da Mata Atlântica, representando aproximadamente 29,2% de toda a avifauna registrada na área. A gestora do parque, Nathália Zandomenegui, explica que a importância do espaço está na sua conservação contínua de um grande bloco de floresta bem preservada, que é fundamental para a sobrevivência dessas aves. Ela enfatiza que o parque também faz parte do contínuo florestal do Paranapiacaba, ajudando a manter a conectividade entre diferentes áreas protegidas e beneficiando a biodiversidade em escala regional.
O aumento no número de espécies registrado ao longo desses anos é atribuído, principalmente, ao aprimoramento do conhecimento científico e às campanhas de monitoramento. Nathália Zandomenegui destaca que o levantamento atual, baseado em sete hotspots do parque, demonstra que a compreensão sobre a avifauna da região continua se ampliando. Entre as espécies mais emblemáticas que podem ser vistas por visitantes estão a jacutinga, o macuco, a araponga, o pavó, o sabiá-cica, o tucano-de-bico-verde e o gavião-pega-macaco, além de diversas espécies de gaviões que vivem na floresta.
O parque oferece condições ambientais que favorecem uma alta diversidade de aves. Sua geografia conta com florestas contínuas, diferentes altitudes, rios, riachos, árvores de grande porte, além de uma vasta variedade de plantas, frutos, sementes e insetos que formam nichos ecológicos diversos. Nathália explica que o relevo influencia na composição da avifauna, com regiões de maior altitude apresentando espécies distintas das áreas mais baixas, devido às diferenças na vegetação e no ambiente. Ela reforça que a conservação dessas características é vital para a manutenção da biodiversidade e que o parque desempenha um papel crucial nesse cenário regional.
O que sabemos?
- O Parque Carlos Botelho registrou 414 espécies de aves até agosto de 2026.
- 25 espécies ameaçadas de extinção, incluindo a jacutinga.
- 121 espécies endêmicas da Mata Atlântica estão no parque.
- Número de espécies cresceu desde 2008 devido ao maior conhecimento científico.
- O parque protege um grande bloco de floresta bem preservada, importante para a biodiversidade regional.
Fontes
- G1 imprensa





