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O oceano permanece 100 dias em recorde de calor e a temperatura continua alta

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Século XXI registra temperaturas marinhas sem precedentes, consequência do El Niño e das mudanças climáticas

Imagem ilustrativa de ondas do mar sob céu nublado, simbolizando o calor oceânico extremo
Imagem: Folha de S.Paulo

Desde o início de junho, os oceanos têm registrado temperaturas médias anuais nunca antes vistas, impulsionadas por um forte El Niño e pelo aquecimento global.

Segundo dados da agência climática dos Estados Unidos (Noaa), o planeta completou em 10 de setembro 100 dias consecutivos de temperaturas recordes nos oceanos, uma marca que chama atenção para o avanço do aquecimento global e suas consequências. As temperaturas médias diárias dos mares ao redor do mundo permanecem em níveis nunca antes registrados desde 2 de junho, após o mês de agosto ter igualado o recorde de junho de 2023 como o mais quente já registrado, além de apresentar recordes diários históricos de temperatura marinha.

O fenômeno de calor extremo é atribuído a uma combinação de fatores: um forte El Niño iniciado em junho e o impacto cumulativo da mudança climática. Segundo o especialista em conservação oceânica do WWF-Brasil, Marina Correa, "a temperatura da superfície do mar permanecer excepcionalmente alta por tanto tempo é um sinal muito importante do desequilíbrio energético do planeta". Ainda de acordo com ela, grande parte das emissões globais de gases de efeito estufa (cerca de 30%) e do calor gerado por essas emissões (aproximadamente 90%) são absorvidos pelos oceanos, tornando-os um termômetro do aquecimento global.

Na estimativa preliminar, a temperatura global da superfície do mar fora das regiões polares atingiu 21,15°C em 10 de setembro. Para comparação, na mesma data de 2015, ano em que um El Niño muito forte predominou, essa temperatura era de 20,72°C, segundo dados da Folha de S.Paulo. A continuidade dessas altas temperaturas tem implicações preocupantes para os ecossistemas marinhos, que enfrentam estresse severo, além de representar sinais claros do desequilíbrio climático que afeta o planeta como um todo.

Especialistas alertam que, se essa tendência persistir, teremos impactos cada vez mais profundos na biodiversidade oceânica, na pesca e no clima global. Ainda não há uma confirmação oficial de que esse récorde de calor nos oceanos vá acabar tão cedo, e o órgão responsável pela monitoramento ainda não se pronunciou oficialmente sobre possíveis previsões futuras.

Com o avanço do fenômeno, o mundo precisa reforçar esforços na redução de emissões de gases de efeito estufa e na implementação de políticas de adaptação às mudanças climáticas. Enquanto isso, o oceano continua a mostrar seu papel como um aviso vivo do que está por vir se as ações para conter o aquecimento global não forem aceleradas.

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O que sabemos?

  • Os oceanos completaram 100 dias de temperaturas recorde em 10 de setembro.
  • A temperatura média do mar global em 10 de setembro é de 21,15°C, acima de anos anteriores.
  • O fenômeno El Niño, iniciado em junho, contribui para o calor extremo.
  • Grande parte das emissões de gases de efeito estufa são absorvidas pelos oceanos.

Fontes

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