Obra de estação contra alagamentos avança em Santos com construção de paredes de contenção
Nova etapa na expansão do sistema de drenagem busca proteger a Zona Noroeste de Santos de enchentes
A Prefeitura de Santos iniciou a construção de paredes de contenção para a Estação Elevatória com Comportas 6, uma intervenção que faz parte do programa de macrodrenagem na cidade. Com investimento de mais de R$ 150 milhões, a obra visa ampliar o combate às enchentes na região da Zona Noroeste.
A construção de paredes de contenção em concreto armado na obra da Estação Elevatória com Comportas 6, localizada no bairro Saboó, em Santos, marcou uma nova fase no projeto de macrodrenagem da cidade. Segundo fontes da prefeitura, essa etapa é fundamental para a futura implementação de um reservatório de 1,3 mil metros quadrados, que ajudará a escoar intensas chuvas na Zona Noroeste, uma das áreas mais atingidas por alagamentos na cidade.
De acordo com informações divulgadas pela gestão local, a estrutura está sendo erguida na Avenida Engenheiro Augusto Barata, com um investimento total estimado em R$ 153,3 milhões. A iniciativa faz parte do Programa Santos Mais e tem como objetivo criar um sistema que seja capaz de bombear até 20 metros cúbicos de água por segundo, o que equivale a esvaziar uma piscina olímpica em aproximadamente dois minutos. Ainda segundo a prefeitura, o projeto deve beneficiar uma área de aproximadamente 2 km², incluindo o bairro Saboó e regiões próximas.
Foi informado que as máquinas estão trabalhando na demarcação do espaço, com retroescavadeiras e bate-estacas realizando a preparação do terreno e a construção das molduras temporárias chamadas muretas-guia, essenciais para garantir o alinhamento das paredes de concreto que estão sendo moldadas no local. Essas paredes-diafragma, que terão profundidade de até 40 metros, funcionam como uma barreira contra o desmoronamento do solo e evitam infiltrações do lençol freático, além de sustentar a escavação de profundidade significativa no canteiro de obras. O técnico de segurança responsável, Almir Frade, explicou que essas estruturas serão essenciais “para conter a pressão do solo e prevenir desmoramentos”.
Essa nova estação elevatória será a segunda na região da Zona Noroeste, após a EEC7, instalada em 2023, na Avenida Haroldo de Camargo. A expectativa é que a EEC6 minimize os impactos de chuvas intensas combinadas com maré alta, uma situação recorrente que causa graves alagamentos na área. Quando estiver operacional, a estação contará com oito conjuntos de motobombas verticais a diesel, cada uma podendo mover até 2,50 m³ de água por segundo, totalizando uma vazão de 20 m³ por segundo. Essa capacidade é suficiente para esvaziar uma piscina olímpica em apenas dois minutos, reforçando a proteção da região contra os problemas históricos de enchentes.
Segundo a prefeitura, a assinatura do contrato de financiamento com a Corporação Andina de Fomento (CAF) ocorreu em 30 de agosto de 2024, garantindo recursos de cerca de R$ 149,2 milhões para a execução do projeto. Ainda sem confirmação oficial, aguarda-se a continuidade das etapas, incluindo a instalação do reservatório, cuja área de 1,3 mil metros quadrados equivale a várias casas residenciais. A ação integra a estratégia do programa destinado a melhorar a infraestrutura urbana, promovendo melhorias na drenagem, acessibilidade e sustentabilidade na cidade de Santos.
O que sabemos?
- Obra de parede de contenção em Santos avançou com estrutura de concreto armado.
- Investimento total na obra é de R$ 153,3 milhões.
- Contrato de financiamento firmado em 30 de agosto de 2024 com a Corporação Andina de Fomento.
- Reservatório de 1,3 mil m² será construído na futura fase da obra.
- A estação terá capacidade de vazão de 20 m³ por segundo, suficiente para esvaziar uma piscina olímpica em dois minutos.
Fontes
- G1 imprensa





