Cheia do Rio Tietê provoca acúmulo de lixo em patrimônio histórico de Salto
Resíduos de enchente arrastam galhos, garrafas e entulho para antiga usina de Lavras, preocupando autoridades e visitantes
A recente cheia do Rio Tietê levou uma grande quantidade de lixo para a antiga Usina de Lavras, em Salto (SP). Imagens aéreas mostram resíduos acumulados no prédio centenário, que ainda não têm previsão de remoção, segundo concessionária. Problemas ambientais associados à poluição e à degradação da vegetação também foram destacados.
Uma cheia do Rio Tietê registrada nos dias 13 e 14 de outubro deixou um rastro de lixo e entulho na cidade de Salto, interior de São Paulo, atingindo inclusive uma antiga usina hidrelétrica de Lavras, inaugurada em 1911 e considerada patrimônio histórico. Segundo o portal UOL Notícias, imagens aéreas capturadas no Parque de Lavras revelam uma espessa camada de resíduos, como garrafas plásticas, pedaços de madeira, latas de alumínio e outros materiais sólidos urbanos descartados irregularmente, acumulados dentro do prédio e ao seu redor. O impacto ambiental dessa situação é agravado pelo fato de que episódios recorrentes de espuma tóxica e água escura já haviam sido registrados na região, prejudicando a vegetação próxima ao rio e afastando turistas, segundo relatos.
Segundo informações da concessionária responsável pela administração do parque, até o momento a equipe ainda não sabe exatamente quando os resíduos serão totalmente removidos. A justificativa oficial é que o lixo, que está parcialmente molhado devido às chuvas recentes, precisa secar antes do procedimento de limpeza, que só deve ocorrer após esse processo de secagem. A empresa também explicou que, após a coleta, os resíduos serão encaminhados ao aterro sanitário do município de Salto, apesar de ainda não haver uma data definida para isso. Ainda, a prefeitura não se pronunciou oficialmente sobre o prazo de remoção, deixando a questão no âmbito da gestão privada responsável pelo parque.
Especialistas e moradores tem demonstrado preocupação com a persistência desses episódios de poluição, que além de prejudicar a conservação do patrimônio histórico, comprometem a qualidade do rio Tietê e a saúde ambiental da região. A reivindicação por ações mais rápidas de limpeza e fiscalização tem ganhado força, considerando também o impacto na biodiversidade local e na atratividade turística de Salto. A situação ainda não foi confirmada oficialmente como um desastre ambiental, mas o episódio reforça a necessidade de políticas de gestão de resíduos mais eficazes na região.
Até o momento, a prefeitura de Salto ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, e a concessionária responsável pelo parque manifestou-se apenas por meio de nota, garantindo que o procedimento de limpeza será realizado “assim que o lixo secar”, sem dar uma previsão concreta para o início das obras de remoção. O assunto preocupa moradores e ambientalistas, que esperam por uma resposta efetiva das autoridades para evitar que episódios semelhantes se repitam em futuras cheias do rio.
O que sabemos?
- Enchente do Rio Tietê nos dias 13 e 14 de outubro.
- Resíduos incluindo garrafas plásticas, pedaços de madeira e latas de alumínio foram arrastados pela cheia.
- Lixo ficou acumulado na antiga Usina de Lavras, patrimônio histórico de Salto.
- Empresa responsável pelo parque ainda não sabe quando o lixo será removido; material precisa secar.
- Prefeitura de Salto não se pronunciou oficialmente sobre o prazo de remoção.
Fontes
- G1 imprensa
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa




