Brasil

Museu de pterossauros no deserto de Gobi surpreende com forma de ovos de dinossauro

Em apuração ?

Arquitetura inovadora busca combinar preservação histórica e adaptação a ambientes extremos na China

Museu de pterossauros no deserto de Gobi com formato de ovo de dinossauro, cercado por energia solar.
Imagem: Aventuras na História

Situado no deserto de Gobi, o Museu de Pterossauros de Hami apresenta projeto arquitetônico que aproveita o clima para manter suas instalações controladas, além de evidenciar fósseis de milhões de anos.

Um museu de pterossauros localizado na remota região de Gobi, no noroeste da China, vem chamando atenção por seu formato inusitado e inovação na construção em ambientes extremos. Segundo a fonte, o projeto arquitetônico, assinado pela empresa de Pequim Turenscape e liderado pelo arquiteto Jiinyi Hwang, apresenta uma estrutura que lembra ovos de dinossauros, buscando simbolizar a origem dos fósseis expostos e reforçar a conexão com o período jurássico.

O museu ocupa uma área de mais de 8.000 metros quadrados e está enterrado a cerca de 8 metros abaixo do nível do solo, numa tentativa de aproveitar o clima mais frio da região subterrânea. De acordo com o arquiteto Huai Kaifeng, a construção foi projetada para resistir às temperaturas extremas do deserto, cujos picos podem passar dos 55°C na superfície e o chão atingir 80°C. Mesmo assim, o edifício consegue manter uma temperatura amena por meio de uma combinação de métodos tradicionais e tecnológicos, incluindo milhares de metros de dutos de ventilação natural, que permitem a circulação do ar frio e a saída do ar quente, além de aparelhos de ar condicionado.

A estrutura também conta com dezenas de salas subterrâneas, funis de luz que iluminam o interior do museu e fazendas solares nas proximidades, capazes de gerar toda a energia elétrica necessária para o funcionamento, além de uma rede de reutilização de água residual. Segundo a mesma fonte, a estratégia de sustentabilidade do projeto permite uma economia estimada de 94% no consumo de energia elétrica com ar condicionado, em comparação a edifícios convencionais localizados na superfície.

O motivo de o museu ficar no deserto de Gobi está relacionado à própria paleontologia da região, onde foram encontrados fósseis de animais pré-históricos. Entre os achados, estão mandíbulas superiores e inferiores, além de estruturas de tecido mole da crista craniana de um pterossauro que viveu há aproximadamente 130 milhões de anos. Estes fósseis representam um importante patrimônio científico e arqueológico, e a localização subterrânea do museu busca proteger esses vestígios do clima hostil do local.

Sobre a questão da autonomia energética, a própria equipe do projeto instalou uma fazenda de energia solar próxima ao museu, suficiente para abastecer toda a estrutura e ainda gerar excedentes. Além disso, há um sistema de reaproveitamento da água residual que, segundo a fonte, visa preservar os recursos naturais do ambiente já bastante árido. O projeto é visto como um exemplo de inovação na arquitetura sustentável e na pesquisa paleontológica, em uma região que está se tornando símbolo de resistência ambiental e cultural.

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O que sabemos?

  • O museu está localizado no deserto de Gobi, na China.
  • Forma do edifício lembra ovos de dinossauro.
  • Fósseis de pterossauro têm cerca de 130 milhões de anos.
  • Construção subterrânea a 8 metros, aproveitando clima mais ameno.
  • Sistema de ventilação natural reduz consumo de energia em 94%.

Fontes

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