Muro de contenção às margens do Rio Paquequer em Teresópolis ainda sem solução após um ano e meio
Obra para reforçar a estrutura foi contratada, mas os trabalhos só devem começar com a elaboração de projeto e licenciamento
O muro de contenção do Rio Paquequer, que desabou em maio de 2025 na Região Serrana do Rio, permanece sem reparo definitivo, mesmo após assinatura do contrato para a obra. Especialistas alertam para os riscos de novos desmoronamentos, especialmente com as chuvas esperadas.
Quase um ano e meio após o desabamento de uma parte do muro de contenção às margens do Rio Paquequer, na cidade de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, a situação ainda não foi completamente resolvida. Segundo informações do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o contrato para a execução da obra de estabilização foi assinado recentemente, mas ainda não há uma previsão oficial para o início ou término dos trabalhos.
O desmoronamento ocorreu em maio de 2025, na área conhecida como Várzea, próximo à Praça Olímpica, uma das regiões mais movimentadas da cidade. Na ocasião, o órgão realizou uma contenção emergencial, cujo objetivo era desviar o curso do rio e evitar riscos imediatos às pessoas e às construções próximas. No entanto, essa intervenção teve caráter paliativo, e ainda não solucionou de forma definitiva a instabilidade do terreno.
Segundo a arquiteta e urbanista Iza Pereira, que foi ouvida pelo g1, “é urgente resolver” a questão para garantir a segurança do entorno. Ela destacou que o projeto aprovado prevê a instalação de uma cortina atirantada — uma estrutura de reforço que ajuda a sustentar o terreno — além da retirada de material terroso instável e a execução de estruturas de contenção adicionais. Iza ressaltou ainda que, com o período de chuvas fortes se aproximando, há um risco elevado de novos desmoronamentos que podem afetar casas, ruas e o funcionamento da área.
O órgão ambiental explicou que, após a assinatura do contrato, a próxima etapa será a elaboração do projeto detalhado e a obtenção do licenciamento necessário para dar início às obras. Ainda não há uma data definida para o começo dos trabalhos nem para seu término. A situação preocupa moradores e comerciantes, uma vez que a instabilidade do solo pode gerar riscos de acidentes ou danos às construções próximas, além de prejudicar o fluxo de pessoas no local.
Na avaliação de especialistas ouvidos por fontes oficiais, a intervenção com a cortina atirantada é fundamental para garantir a estabilidade da encosta. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Teresópolis informou que a manutenção do rio, incluindo o desassoreamento, é feita pelo programa Limpa Rio, coordenado pelo Inea. Ainda assim, a espera pela reconstrução do muro indica a demora e os desafios de uma solução definitiva, que depende do cumprimento de procedimentos burocráticos e técnicos.
O que sabemos?
- O muro de contenção desabou em maio de 2025 na Zona da Várzea, perto da Praça Olímpica.
- O contrato para a obra de estabilização foi assinado nesta semana pelo Inea.
- Ainda não há uma previsão de início ou conclusão dos trabalhos.
- Especialistas alertam para os riscos de novos desmoronamentos com as chuvas previstas.
Fontes
- G1 imprensa





