Brasil

Lei garante novo reconhecimento à violência contra as pessoas próximas à mulher

Em apuração ?

Mudanças na legislação ampliam proteção contra a violência vicária e criam o crime de vicaricídio

Ilustração representando proteção às vítimas de violência doméstica
Imagem: CNN Brasil

A partir de abril de 2026, a Lei Maria da Penha passou a incluir a violência vicária, que é praticada por meio de ameaças ou agressões às pessoas próximas à vítima, e criou o figura do vicaricídio, uma forma mais grave que implica na morte dessas pessoas para causar sofrimento à mulher.

Segundo fontes do Direito Delas, a legislação brasileira deu um passo importante na luta contra a violência doméstica ao incorporar oficialmente, em abril de 2026, a violência vicária na Lei Maria da Penha. Essa modalidade de violência ocorre quando o agressor ataca pessoas próximas à mulher — como filhos, parentes ou pessoas sob sua responsabilidade — com o objetivo de causar sofrimento, medo ou controle. Até então, esse tipo de ato não tinha uma previsão legal específica, o que dificultava o reconhecimento de sua gravidade e a aplicação de medidas protetivas.

De acordo com a mesma fonte, a inclusão dessa prática na legislação foi feita por meio da Lei nº 15.384/2026, que também criou um crime específico para a conduta mais gravíssima, o vicaricídio. Esse crime se configura quando alguém tira a vida de uma pessoa próxima à mulher com a intenção de infligir sofrimento ou punição, atingindo assim um avanço na punição de atos extremos de violência vicária. A nova lei altera a Lei Maria da Penha, o Código Penal e a Lei dos Crimes Hediondos, com o objetivo de ampliar o reconhecimento e o enfrentamento desse tipo de violência.

Segundo fontes próximas, a legislação reforça que a proteção à mulher não depende mais apenas de agressões físicas ou explícitas contra ela mesma, mas também do risco ou dano causado às pessoas de sua rede de apoio. A medida possibilita que vítimas de violência vicária tenham acesso a medidas protetivas de urgência, que podem ser aplicadas independentemente de denúncias formais ou ações penais em andamento. Ainda não há confirmação oficial sobre o número de casos atendidos até agora, pois a implementação completa da nova legislação está em fase inicial.

Especialistas afirmam que essa mudança é um marco na compreensão da violência doméstica, pois reconhece que a violência muitas vezes é usada de forma indireta para manipular ou controlar a mulher. Segundo alertam, tratar a violência vicária de forma legal aumenta as chances de proteção às vítimas e de punição aos agressores, além de ampliar a conscientização social sobre o tema. Ainda assim, o governo ainda não se pronunciou oficialmente sobre números ou detalhes específicos de ações recentes relacionadas às novas leis.

Por fim, o avanço na legislação demonstra uma evolução na abordagem do combate à violência de gênero e reforça a importância do fortalecimento das redes de proteção às mulheres e suas famílias, numa temática que, segundo fontes da área, ainda exige maior atenção e conscientização social.

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O que sabemos?

  • A Lei nº 15.384/2026 passou a incluir a violência vicária na Lei Maria da Penha.
  • Foi criado o crime de vicaricídio, que consiste na morte de alguém próximo à vítima para causar sofrimento.
  • As medidas protetivas podem ser concedidas sem necessidade de inquérito ou denúncia formal.
  • A nova legislação busca ampliar a proteção às vítimas de violência indirecta.
  • Ainda não há dados confirmados sobre o impacto da mudança na prática policial ou judicial.

Fontes

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