Brasil

Intervenção no Rio: apoio popular cresce em meio a debate sobre mandato-tampão

Em apuração ?

Supremo adia decisão sobre governador interino em cenário marcado por déficit bilionário e intenção de mudança no comando estadual

Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro
Imagem: Folha de S.Paulo

População do Rio de Janeiro demonstra aprovação à intervenção estadual que busca superar décadas de corrupção e crise financeira, enquanto STF posterga definição sobre novo mandato até as eleições.

A intervenção no governo do Rio de Janeiro tem respaldo popular crescente, segundo apurou a reportagem. A medida, embora seja considerada "velada" por especialistas, vem à tona em meio à crise profunda que o estado enfrenta, com um rombo público estimado em R$ 19 bilhões e históricos episódios de corrupção e instabilidade política.

Desde a renúncia do governador Cláudio Castro em março e a vacância do cargo de vice desde o ano anterior, a condução do estado ficou sob responsabilidade do desembargador Ricardo Couto. O Supremo Tribunal Federal (STF), contudo, adiou mais uma vez o julgamento que deve definir se haverá eleição direta, indireta ou a manutenção de Couto até a posse do futuro governador, indicando que a tendência é a continuidade do atual ocupante do Palácio Guanabara até o pleito.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, que divulgou a informação, a Constituição estadual prevê que, em casos de dupla vacância, a escolha do novo governador cabe à Assembleia Legislativa, confirmando a chamada "intervenção velada". Esse cenário jurídico contrasta com a aprovação popular, que enxerga a gestão atual como um ponto de virada diante da falta de planos concretos e do uso da máquina pública para fins eleitorais que marcaram as administrações anteriores.

O estado enfrentou durante décadas problemas arraigados, como corrupção escancarada, infiltração do crime organizado, aparelhamento de instituições e clientelismo desenfreado, agravados pela manutenção de folhas de pagamento secretas e contratos fraudulentos. Esses fatores contribuíram para uma "rotina revoltante" marcada por prisões, condenações, impeachments, renúncias e inelegibilidades, além de um sentimento generalizado de insegurança social.

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Em contraste, a atual gestão apresenta, pela primeira vez em muitos anos, um plano de governo estruturado, que não inclui os episódios negativos mencionados, levando especialistas a apontar o atual governador interino, Ricardo Couto, como uma figura que poderá receber os apelidos de "Couto, o Breve" ou "Couto, o Faxineiro" no futuro, pela tentativa de "limpar" a administração estadual.

Embora essas informações tenham sido reveladas pela Folha de S.Paulo, outras fontes oficiais ainda não confirmaram os detalhes, mantendo o debate em aberto. A expectativa pela decisão do STF, que deve ocorrer com a aproximação das eleições, mantém o cenário político do Rio de Janeiro cercado de incertezas e atenção redobrada da população.

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O que sabemos?

  • População do Rio aprova intervenção no estado
  • STF adiou julgamento sobre mandato-tampão no Rio
  • Renúncia de Cláudio Castro em março deixou vaga do governo
  • Déficit público do Rio é de R$ 19 bilhões

Fontes

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