Pesquisa revela que maioria das famílias brasileiras gasta com medo da violência
Insegurança afeta orçamento e rotina, segundo levantamento feito por telefone com mais de 2.400 pessoas
Um estudo recente aponta que 77% dos brasileiros dizem que a preocupação com a violência implica custos adicionais. A pesquisa, encomendada pela Fiesp, mostra que o medo influencia decisões financeiras da população.
Segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (1º) pela Folha de S.Paulo, o medo da violência no Brasil tem impacto direto na rotina e no bolso de muitas famílias. Elaborado pelo PoderData a pedido da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o levantamento ouviu 2.411 pessoas em 658 municípios entre o final de julho e o início de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
De acordo com os dados, 77% dos entrevistados afirmaram que a insegurança gera custos extras para suas casas, algo que afeta sete em cada dez brasileiros. A maior parte dessas despesas está relacionada a golpes ou fraudes, citados por 35% dos entrevistados. Outras despesas incluem segurança patrimonial, como proteção de casa ou carro, mencionada por 13%, e o uso de transportes mais caros para evitar riscos, apontada por 12%. Ainda assim, 14% disseram não ter tido gastos adicionais relacionados à violência, e 8% não souberam informar.
Na análise do impacto no orçamento familiar, o levantamento mostra que 35% precisaram retirar recursos de despesas essenciais, como alimentação, enquanto 20% tiveram que sacrificar áreas como saúde, educação ou cuidados com a família. Outros 15% reduziram gastos com lazer ou melhorias na casa, e 14% relataram que passaram a economizar até mesmo na poupança. Apenas 4% afirmaram que os gastos com segurança aumentaram, mas não prejudicaram outras despesas.
O que sabemos?
- 77% dos brasileiros entrevistados dizem que a insegurança gera custos extras para suas casas.
- 35% dos entrevistados mencionaram gastos com golpes ou fraudes, 13% com segurança patrimonial, e 12% com transportes mais caros para evitar riscos.
- 35% dos entrevistados precisaram retirar recursos de despesas básicas, como alimentação, para lidar com esses custos; 20% reduziram gastos com saúde, educação ou cuidados familiares.
- Outros 15% diminuíram gastos com lazer ou melhorias na casa, 14% economizaram na poupança, e 4% tiveram aumento nos gastos com segurança sem comprometer outras despesas.
- Pesquisa foi feita por telefone pelo PoderData, com 2.411 entrevistados em 658 municípios, entre o final de julho e início de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





