Fumaça e poluição: Manaus vive quarto dia com qualidade do ar ‘péssima’ devido a queimadas.
Níveis de poluição no Amazonas atingem máximas e causam aumento nos atendimentos respiratórios.
Manaus e municípios da Região Metropolitana registram qualidade do ar ‘péssima’ em meio a incêndios florestais. Governo federal enviou reforços para combater as queimadas. Saúde alerta para riscos à população.
Neste domingo (11), Manaus e cinco cidades da Região Metropolitana do Amazonas enfrentam o quarto dia consecutivo de fumaça e alta poluição do ar, considerados ‘péssimos’ segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A atmosfera da capital amazonense está coberta por fumaça proveniente de incêndios florestais, que já resultaram em um aumento significativo nos atendimentos de urgência e emergência por problemas respiratórios.
Segundo informações divulgadas pelo sistema de monitoramento, 13 dos 15 sensores instalados na cidade marcaram índices de partículas suspensas acima de 140 microgramas por metro cúbico (µg/m³), marca que classifica a qualidade do ar como ‘muito ruim’. Em bairros como Coroado, na Zona Leste, a concentração chegou a 227,8 µg/m³ às 8h, enquanto na Zona Sul, em Petrópolis, o índice era de 211,7 µg/m³. No Tarumã, na Zona Oeste, os níveis eram ligeiramente menores, com 91,4 µg/m³, mas ainda considerados considerados ruins.
Na área metropolitana, os piores índices também foram registrados: o município de Careiro atingiu 301,2 µg/m³ às 8h20, seguido por Borba, com 220 µg/m³, e Autazes, com 184,3 µg/m³. Outros locais, como Itacoatiara e Silves, apresentaram índices menores, porém com níveis ainda elevados, de 101,9 µg/m³ e 76,8 µg/m³, respectivamente. Esses dados indicam um quadro preocupante que faz a Secretaria de Saúde e os serviços de emergência alertarem a população sobre os riscos de problemas respiratórios causados pela má qualidade do ar.
Além de Manaus, a região metropolitana também sofre com a fumaça, que atua como um constante lembrete da gravidade dos incêndios na floresta amazônica. Segundo o monitoramento, três municípios apresentavam níveis considerados ‘péssimos’; Careiro da Várzea com 222,1 µg/m³, Careiro com 198,5 µg/m³ e Manaquiri com 165,7 µg/m³. A Secretaria de Proteção e Defesa Civil do Amazonas reforça que o índice de poluição acima de 125 µg/m³ é o limite para a classificação de má qualidade do ar, o que tem ocorrido cotidianamente na região.
O impacto na saúde pública tem sido observado no aumento de atendimentos respiratórios. Entre o 1º e o 8 de outubro, os serviços de urgência do estado atenderam 82 pessoas com problemas relacionados às condições ambientais. Além disso, a prefeitura de Manaus anunciou a suspensão de eventos ao ar livre previstos para este domingo e segunda-feira, em um esforço para evitar agravamento dos riscos à população. Ainda não há uma confirmação oficial sobre a extensão das queimadas ou os esforços envolvidos, mas o governo federal reconheceu a situação de emergência no sábado (10), tendo enviado seis aeronaves e 290 brigadistas para combater os incêndios na região.
Dados apontam que, nos dez primeiros dias de outubro, o Amazonas teve um aumento de 271% no número de focos de incêndio, totalizando 1.380 ocorrências contra 372 no mesmo período do ano passado. A situação é considerada grave e reforça a preocupação com a preservação da floresta e a saúde dos moradores. Ainda não há uma previsão oficial para a diminuição da fumaça ou para o controle total dos incêndios, e as autoridades permanecem em alerta contínuo diante do cenário que continua afetando tanto o meio ambiente quanto a qualidade de vida na região.
O que sabemos?
- Manaus e cinco municípios registram qualidade do ar ‘péssima’ neste domingo.
- Fumaça proveniente de queimadas cobre Manaus pelo quarto dia seguido.
- Índices de poluição no ar na capital ultrapassam 140 µg/m³ em várias áreas.
- A região metropolitana também sofre com altos níveis de partículas suspensas.
- Governo federal enviou reforços ao Amazonas na tentativa de combater os incêndios.
- Aumento de atendimentos respiratórios foi registrado entre 1º e 8 de outubro.
- Situação de emergência reconhecida oficialmente no sábado (10).
Fontes
- G1 imprensa
- CNN Brasil imprensa





