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Estudo revela que fatores como gênero e ordem de nascimento podem influenciar favoritismo entre filhos

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Pesquisa da American Psychological Association aponta que características pessoais impactam o tratamento familiar

Imagem: Folha de S.Paulo

Segundo uma pesquisa recente, peculiaridades como sexo, nascimento e temperamento podem gerar preferências na relação com filhos, contrariando a ideia de que todos são igualmente amados.

Todos nós já ouvimos aquela história de que não existe filho preferido, uma frase que os pais costumam repetir em discussões ou disputas de atenção. No entanto, uma pesquisa publicada no ano passado pela American Psychological Association revela que, na prática, fatores como o gênero da criança, a ordem de chegada e seu temperamento podem influenciar na forma como os pais tratam cada um dos filhos.

Segundo a fonte, essa preferência pode ser inconsciente e estar relacionada a características específicas de cada jovem. Uma mãe, que prefere manter sua identidade em sigilo, comentou que, ao longo da vida, percebeu que tem um filho com quem consegue conversar melhor, outro com quem gosta de passear na Liberdade, e um que prefere andar de bicicleta. Essa preferência, embora não explicitamente reconhecida, parece refletir uma espécie de afinidade natural por certas características de cada um.

A mesma mãe ainda admitiu que, ao criar seus filhos, a impressão de favoritismo às vezes esbarra na percepção de seus próprios filhos, que alegam serem tratados de forma diferente ou relegados à irrelevância. Contudo, ela reforça a ideia de que, na essência, não há como gostar mais de um do que do outro, embora a ciência indique que diversas variáveis podem afetar essa relação. Ainda de acordo com a pesquisa, fatores como a composição de gênero (menino ou menina), a posição de nascimento na família (primeiro, intermediário ou caçula) e o temperamento do filho podem levar a tratamento diferenciado e, por vezes, favorecer um em detrimento do outro.

O estudo, ainda sem detalhes completos sobre suas metodologias, reforça a complexidade do vínculo familiar. Para especialistas, entender que essas diferenças podem influenciar a dinâmica da relação não significa que os pais gostem menos de uma criança, mas que diversas características podem tornar a aproximação ou o cuidado mais natural com alguns. O tema, apesar de delicado, ajuda a esclarecer que o favoritismo, lendariamente considerado um tabu, pode ser uma questão multifacetada, influenciada por elementos que muitas vezes escapam ao controle consciente.

Diante dessas descobertas, fica a reflexão sobre a importância de os pais se atentarem às suas próprias ações e percepções, buscando garantir que, apesar dessas tendências, o amor pelos filhos seja igualmente nutrido. Afinal, o que se sabe oficialmente é que, embora existam fatores que possam influenciar a preferência, a relação de afeto e atenção deve ser equilibrada, independentemente das características de cada um. E, para quem tem filhos, essa é certamente uma boa notícia que reforça a necessidade de conscientização sobre a própria criação e os vieses que podem surgir no relacionamento familiar.

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O que sabemos?

  • Pesquisas indicam que características como gênero, ordem de nascimento e temperamento podem influenciar favoritismo entre filhos.
  • Autor é uma mãe que admite ter filhos preferidos para certas atividades, embora não possa identificar um favorito absoluto.
  • Estudo da American Psychological Association reforça que variáveis pessoais podem levar a tratamento mais favorável a alguns filhos.
  • A percepção de favoritismo é comum, mas a ciência sugere que fatores internos e naturais influenciam esse sentimento.
  • Importância de os pais se conscientizarem sobre suas ações para evitar desníveis afetivos que possam impactar a relação familiar.

Fontes

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