Brasil

Imagem revela tons roxos e atividades vulcânicas em Marte

Em apuração ?

Fotografia captura detalhes de uma região marciana com formação geológica única

Fotografia de Marte mostrando áreas roxas, gelo e formações rochosas altas em Thyles Rupes
Imagem: Olhar Digital

Uma nova imagem de Marte revela cores pouco comuns na região Thyles Rupes, destacando a presença de gelo, poeira, rochas e atividade vulcânica. Cientistas ainda investigam a origem dessas cores e a história geológica do local.

Uma fotografia registrada pela High-Resolution Stereo Camera (HRSC), instrumento a bordo de uma sonda da Agência Espacial Europeia (ESA), trouxe uma visão inédita de uma das regiões mais curiosas de Marte. A imagem mostra cores incomuns, como tons rosados e arroxeados, em uma área que também abrigam uma geleira e formações rochosas com mais de um quilômetro de altura. Segundo fontes da ESA, o planeta vermelho é tradicionalmente conhecido pela sua aparência avermelhada, resultado da oxidação do ferro presente em sua superfície, mas na região de Thyles Rupes, essa paleta muda para cores distintas devido à combinação de materiais e processos naturais. Segundo divulgado por fontes especializadas, a área contém uma mistura de poeira, gelo e minerais comuns em ambientes vulcânicos na Terra. Partes do material escuro da região são atribuídas à atividade vulcânica passada, que deixou minerais como olivina e piroxênio. Estes minerais são ricos em silício, ferro e magnésio, e sua presença sugere que a formação geológica tem uma história marcada por eventos internos de levantamento da crosta marciana. A olivina, por exemplo, é composta por magnésio, ferro e silicato, enquanto os piroxênios representam um grupo de minerais de silicato com composição semelhante. Mais ao norte, próximo ao pólo sul do planeta, partes da região exibem áreas mais claras, relacionadas ao dióxido de carbono congelado, que permanece mesmo durante a primavera marciana, período em que a foto foi registrada. Ainda de acordo com os dados não confirmados oficialmente, a aparência roxa observada na imagem não é permanente. Ela varia ao longo do dia, influenciada por fatores como a quantidade de poeira na atmosfera, a iluminação do momento, o gelo no solo e a interação entre esses elementos. A paisagem também revela diferentes tipos de dunas, incluindo estruturas chamadas cristas barchanoides — dunas com formato de arco, cujas extremidades apontam na direção do vento. Como Thyles Rupes se estende por centenas de quilômetros e possui paredões que ultrapassam 1 km de altura, esses detalhes ajudam a compreender as forças que moldam o relevo marciano. O nome da formação faz uma alusão à palavra latina 'Rupes' (penhasco) e a uma terra mítica do norte antigo, Thyles. A trajetória geológica, acredita-se, envolve processos semelhantes aos que formaram montanhas na Terra, com forças internas provocando o levantamento da crosta à medida que o interior do planeta, ao perder calor, se contraiu — um cenário diferente do que ocorre na Terra, que possui tectônica de placas ativa. As imagens de satélites em órbita, como a Mars Express e a NASA’s Mars Reconnaissance Orbiter, têm sido essenciais para revelar detalhes de regiões que ainda guardam muitos segredos. Essas sondas ajudam os cientistas a entender a história geológica de Marte, incluindo a formação de estruturas como Thyles Rupes, que não somente testemunha processos passados, mas também serve como pista sobre a evolução do planeta ao longo do tempo.
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O que sabemos?

  • Fotografia de Marte mostra cores roxas em Thyles Rupes
  • Região inclui geleira, formações rochosas altas e dunas variadas
  • Minerais como olivina e piroxênio estão presentes na área
  • A aparência roxa varia ao longo do dia, influenciada por poeira, gelo e luz
  • A formação se formou por movimentos tectônicos internos, semelhante a montanhas terrestres

Fontes

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