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Família de homem eletrocutado em enchente no Acre deve receber indenização de R$ 110 mil

Em apuração ?

Decisão judicial confirma valores e benefícios para os dependentes de vítima de acidente elétrico durante enchente na zona rural de Capixaba

Família e área alagada na zona rural do Acre
Imagem: G1

A Justiça do Acre manteve condenação da Energisa a pagar R$ 110 mil por danos morais à família de Willian Oliveira, que morreu após acidente durante enchente em 2024. Decisão inclui pensão mensal de R$ 470,66 para esposa e dois filhos menores.

A família de Willian Silva de Oliveira, de 32 anos, que morreu eletrocutado durante uma enchente na zona rural de Capixaba, interior do Acre, em março de 2024, deverá receber uma indenização de R$ 110 mil da concessionária Energisa. A decisão foi divulgada na última terça-feira (20) pela Justiça local, que manteve a condenação da companhia ao pagamento de danos morais, além de estabelecer uma pensão mensal de R$ 470,66 para a esposa, Luana Alves, e os dois filhos menores do casal.

Segundo informações da própria Justiça, a indenização contempla ainda parcelas atrasadas desde a morte, que serão corrigidas monetariamente pelo INPC e acrescidas de juros de mora. A sentença também prevê o pagamento de valores específicos para cada dependente: R$ 40 mil para a esposa e R$ 35 mil para cada um dos dois meninos. A decisão foi fundamentada na responsabilização da Energisa por uma suposta falha no desligamento da energia elétrica na área afetada pela inundação, embora a concessionária tenha alegado força maior e culpa da vítima.

O acidente ocorreu no dia 1º de março de 2024, por volta das 17h30, no Ramal do Raildo, em uma área atingida pela cheia que atingiu toda a região. De acordo com relatos familiares, Willian havia retornado para casa em uma zona alagada e encontrou fios caídos no quintal. Ainda conforme as testemunhas, ele tentou manipular a fiação para desligar uma bomba de água que estava submersa, mas acabou sendo eletrocutado. Willian trabalhava na produção de bananas, mandioca e farinha para venda, e era o principal provedor da casa, ganhando cerca de R$ 1,3 mil por mês.

Após o falecimento dele, a família passou a depender de um benefício assistencial e da ajuda de parentes para sobreviver. Ainda hoje, mais de dois anos após a tragédia, a esposa de Willian, Luana Alves, revela que sente dificuldades para falar sobre a perda. "Estou sofrendo muito ainda com a morte do meu esposo. Já faz 2 anos e 7 meses, mas ainda sofro muito. Só de falar o nome dele, me bate uma tristeza tão grande na minha vida", desabafou ao g1.

O dia seguinte à morte de Willian foi marcado por uma das maiores enchentes na história do Acre. Segundo dados, pelo menos 20.182 pessoas estavam fora de suas casas em decorrência da cheia, além de 17 dos 22 municípios do estado estarem em situação de emergência. Ainda de acordo com informações não confirmadas oficialmente, as ações da Energia local foram questionadas pelos moradores, que pediram à concessionária o desligamento da energia antes do acidente, mas essa medida só teria sido tomada após a morte do trabalhador, o que reforça a complexidade do caso. A Energisa afirmou, em nota, que cumpre todas as leis e normas do setor e que analisará a decisão judicial para adotar as providências cabíveis, além de continuar prestando esclarecimentos durante o processo.

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O que sabemos?

  • Família de vítima receberá R$ 110 mil de indenização da Energisa.
  • Decisão inclui pensão mensal de R$ 470,66 para esposa e filhos.
  • Willian morreu eletrocutado durante enchente em março de 2024.
  • Acidente aconteceu ao manusear fios caídos no quintal de casa.
  • Família passou a depender de benefícios após a morte.

Fontes

  • G1 imprensa
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