Brasil

Redução no desmatamento na Amazônia e Cerrado traz benefícios econômicos e ambientais

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Dados recentes apontam menor impacto da atividade humana na vegetação nativa brasileira

Árvore na floresta amazônica com solo limpo e céu ao fundo
Imagem: Folha de S.Paulo

Nos últimos meses, os dados de desmatamento no Brasil indicam uma queda histórica, com impactos positivos para o meio ambiente e a economia, segundo estudo do FGV Ibre.

Segundo dados divulgados recentemente pelo sistema Prodes do Inpe, o desmatamento na Amazônia Legal brasileira entre agosto de 2025 e julho de 2026 atingiu 3,3 mil km², o menor valor registrado desde o início da série em 1988. Este número representa uma redução de 71% em relação aos 11,6 mil km² registrados em 2022, refletindo uma possível mudança na política ambiental do país. No mesmo período, o Cerrado também apresentou uma queda significativa, atingindo 5,5 mil km² de desmatamento, marca histórica que corresponde a uma redução de 48% em relação aos últimos quatro anos.

Segundo um especialista em economia do setor, esses números são importantes além do aspecto ecológico: a diminuição do desmatamento pode gerar ganhos econômicos consideráveis. Ainda segundo ele, há quase quatro anos, uma estimativa previa que a escalada de destruição na vegetação entre 2019 e 2022 teria custado ao mundo cerca de US$ 238 bilhões (aproximadamente R$ 1,22 trilhão na época), considerando a emissão de gases de efeito estufa causada pelos desmates, calculados pelo chamado CSC (Custo Social do Carbono). Agora, uma nova análise – ainda não confirmada oficialmente – projeta que, se o ritmo de destruição tivesse se mantido igual ao período de alta, a área poupada no período de 2023 a 2026 pode chegar a cerca de 22,3 mil km², um volume maior do que o estado de Sergipe.

Esse dado reforça a hipótese de que a recente mudança na política ambiental brasileira, com maior fiscalização e ações de preservação, pode estar contribuindo para frear o avanço do desmatamento. Segundo fontes do estudo, essa redução poderia evitar prejuízos ambientais e econômicos equivalentes à perda de uma área maior do que muitas regiões do país, além de ajudar na diminuição das emissões dos gases que intensificam o efeito estufa.

Especialistas ressaltam que a diminuição do desmate é um passo importante, considerando o impacto global dessas ações. Ainda que o cenário político e econômico influencie essas mudanças, os números até aqui demonstram que ações mais efetivas na fiscalização podem trazer ganhos tangíveis para o Brasil e o planeta. Por enquanto, o governo e os órgãos ambientais permanecem em silêncio quanto às ações que poderão consolidar ou ampliar essa tendência de redução do desmatamento.

Entretanto, apesar dos sinais positivos, especialistas alertam que o desafio é manter a trajetória de queda e ampliar as ações de fiscalização e preservação, sobretudo no contexto de mudanças no clima mundial e das pressões econômicas internas e externas. A esperança é que esses números sirvam de incentivo para políticas mais duradouras de proteção às áreas de floresta.

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O que sabemos?

  • Desmatamento na Amazônia Legal caiu para 3,3 mil km² entre agosto de 2025 e julho de 2026.
  • Valor mais baixo desde 1988, 71% abaixo de 2022.
  • No Cerrado, desmatamento atingiu 5,5 mil km², a menor marca histórica, queda de 48% em quatro anos.
  • Estimativa aponta que, sem mudança de política, o desmatamento entre 2023-26 teria sido 19,7 mil km² ao ano.
  • Dados sugerem que a redução na destruição teria poupado uma área maior do que o estado de Sergipe.
  • Estimativa econômica indica que os prejuízos globais relacionados ao desmatamento podem chegar a centenas de bilhões de dólares.
  • A análise do estudo foi feita pelo FGV Ibre, mas ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades ambientais.

Fontes

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