Brasil

Exposição de Tatiana Blass em São Paulo revela transformações surpreendentes em obras com cera

Em apuração ?

Instalação interativa faz a cera derreter sob o calor de holofotes, mostrando camadas ocultas em pinturas de metal

Obra de Tatiana Blass com cera derretendo ao ser iluminada por holofotes no Instituto Tomie Ohtake
Imagem: Folha de S.Paulo

A mostra “Contrarregra”, aberta no Instituto Tomie Ohtake, reúne cerca de 50 trabalhos da artista Tatiana Blass, incluindo peças inéditas que exploram a materialidade e a dinâmica entre a arte e o teatro.

Uma instalação da artista Tatiana Blass provoca uma reação física inesperada em sua exposição individual “Contrarregra”, aberta no dia 28 de abril no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Segundo a reportagem da Folha de S.Paulo, uma pintura feita com técnica de encáustica numa tela de metal começa a derreter lentamente quando sensores de presença acendem holofotes direcionados, cujo calor faz a cera escorrer e revelar uma paisagem oculta por baixo: uma cena diurna a partir da inicial noturna.

Esse efeito de transformação progressiva acontece ao longo dos próximos dois meses e exemplifica a proposta da mostra que reúne cerca de 50 trabalhos produzidos entre 2008 e 2026, com muitas obras inéditas. Blass, que vive em Belo Horizonte há 11 anos, é conhecida por sua habilidade em deixar a matéria agir por conta própria, explorando processos em que a arte se constrói no tempo, fugindo da simples permanência estática.

O título da exposição, “Contrarregra”, faz referência ao personagem teatral que prepara o palco e controla a cena, sem nunca ocupar o centro das atenções, sugerindo uma reflexão sobre os limites entre o ordinário e o extraordinário na experiência artística. A curadoria é de Ana Roman e Lahayda Mamani Poma.

Logo na entrada do instituto, outra obra destaca-se: uma escultura de metal de 2022 que se enrosca como um nó, atravancando parte da passagem, feita como organizador de fila que ganhou vida própria.

A artista paulistana radicada em Belo Horizonte cria em “Contrarregra” processos em que o público vê apenas um dos estados pelos quais as obras passam, sem que a peça seja vista em sua totalidade final.

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O que sabemos?

  • A exposição "Contrarregra" de Tatiana Blass foi aberta em 28 de abril no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.
  • A mostra reúne cerca de 50 trabalhos produzidos entre 2008 e 2026, muitos deles inéditos.
  • Uma das obras utiliza a técnica de encáustica sobre tela de metal, onde a cera derrete quando sensores acionam holofotes, revelando uma paisagem diurna sob a noturna.
  • O efeito da transformação da cera ocorre ao longo dos próximos dois meses.
  • O título "Contrarregra" é uma referência teatral, designando quem prepara o palco e controla a cena sem estar no centro das atenções.
  • A curadoria da mostra é de Ana Roman e Lahayda Mamani Poma.
  • Na entrada do instituto, há uma escultura de metal do ano de 2022 que se enrosca como um nó e atravanca parte da passagem, feita como organizador de fila que ganhou vida própria.
  • Tatiana Blass é paulistana e vive em Belo Horizonte há 11 anos.
  • A exposição mostra apenas um dos estados pelos quais as obras passam, sem que o público veja as peças em sua totalidade final.

Fontes

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