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Estrutura misteriosa nos Andes intriga arqueólogos: possível origem inca ainda é um mistério

Em apuração ?

Descoberta de geoglifo em Mendoza levanta hipóteses sobre civilizações antigas na região

Imagem aérea de formação de pedras em Mendoza que pode ser um geoglifo
Imagem: Olhar Digital

Uma formação de pedras na alta montanha de Mendoza, na Argentina, chama atenção por suas características incomuns e localização remota. Pesquisadores suspeitam de ligação com os incas, mas ainda aguardam confirmação oficial.

Uma descoberta intrigante realizada por pesquisadores do projeto ArqueoAndes tem despertado a atenção de arqueólogos na região dos Andes, na Argentina. Trata-se de uma estrutura composta por empilhamento de rochas localizada a mais de três mil metros de altitude, cuja disposição forma uma figura que, à primeira vista, lembra um geoglifo — desenhos gigantes feitos no solo. Segundo fontes do estudo, ainda não confirmadas oficialmente, essa formação possui características que podem indicar sua origem durante o período inca, entre os séculos XV e XVI, porém, outras hipóteses permanecem em aberto.

O projeto ArqueoAndes reúne especialistas da Argentina e da Espanha com o objetivo de investigar mudanças na paisagem da alta montanha. Segundo uma das fontes, a estrutura foi localizada por imagens de satélite e, ao analisar as fotografias aéreas, os pesquisadores notaram que, diferentemente dos famosos desenhos de Nazca, que foram criados removendo pedras para expor o solo, esse sítio apresenta construções formadas pelo empilhamento de rochas e pela criação de corredores, o que sugere uma técnica de construção diferentes. Ainda não há consenso sobre se essa construção foi feita em um único período ou se passou por modificações ao longo do tempo.

O local apresenta ainda outros detalhes que levantam dúvidas quanto ao seu uso. Por estar em uma área de difícil acesso, sem fontes de água próximas e sem evidências visíveis de ocupação contínua, como fragmentos de cerâmica ou restos de alimentos na superfície, alguns especialistas consideram que ela pode ter sido um acampamento sazonal ou uma estrutura de uso temporário. Além disso, a ausência desses materiais impede, por enquanto, determinar sua idade exata ou sua função precisa. As hipóteses levantadas incluem tanto uma função cerimonial — considerando a importância que os incas atribuíram às montanhas e aos caminhos na paisagem — quanto uma origem anterior ou posterior ao período inca.

Um fator que contribui para a complexidade do caso é o planejamento de uma nova expedição, prevista para dezembro de 2026, envolvendo a participação de pesquisadores argentinos e espanhóis. Dessa vez, o objetivo será mapear a estrutura com drones e equipamentos de GPS de alta precisão, além de realizar escavações e coletar sedimentos para análises laboratoriais. Essas ações podem ajudar a determinar a idade da construção e entender melhor o ambiente na época em que ela foi edificado ou utilizada. Segundo fontes do estudo, o trabalho busca ampliar o entendimento sobre como a paisagem nos Andes se transformou ao longo dos séculos e qual foi o papel dessas estruturas na cultura local.

Por enquanto, a descoberta ainda é considerada uma peça do quebra-cabeça da história antiga da região, aguardando confirmações científicas mais robustas. O que é certo é que ela reforça a importância de explorar e preservar os mistérios dos Andes, que guardam segredos de civilizações que habitaram essas terras por séculos. Resta acompanhar as próximas etapas das investigações para ver se, algum dia, essa enigmática formação revele sua verdadeira história, seus criadores e sua finalidade.

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O que sabemos?

  • Estrutura composta por empilhamento de rochas foi localizada na alta montanha dos Andes.
  • Localizada a mais de três mil metros de altitude na Mendoza, Argentina.
  • Possível ligação com o período inca, entre os séculos XV e XVI, é uma hipótese ainda não confirmada.
  • A forma da estrutura lembra um geoglifo, mas há diferenças técnicas em relação às Linhas de Nazca.
  • Nova expedição está prevista para dezembro de 2026 para investigação detalhada.

Fontes

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