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Escola de São Paulo introduz moeda fictícia para ensinar educação financeira de forma prática

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Projeto na zona leste usa amadólares e atividades lúdicas para aproximar estudantes de conceitos econômicos

Imagem: Folha de S.Paulo

Na Escola Estadual Amador dos Santos Fernandes, alunos recebem amadólares, uma moeda fictícia, ao cumprir metas de desempenho. Eles usam essa moeda para participar de experiências como cinema e jogos, entendendo na prática conceitos de economia.

Uma iniciativa inovadora na Escola Estadual Amador dos Santos Fernandes, localizada na zona leste de São Paulo, tem chamado atenção pelo uso de uma moeda fictícia chamada amadólares para ensinar educação financeira aos estudantes. Segundo o professor de história e idealizador do projeto, Silas Marciel dos Santos, essa abordagem visa tornar o aprendizado mais envolvente e eficaz, permitindo que os alunos vivenciem na prática conceitos como oferta e procura, inflação, juros, descontos e a importância de poupar.

De acordo com informações obtidas junto à escola, os estudantes que participam das aulas, obtêm bom desempenho nas avaliações e cumprem metas semanais de exercícios, recebem esses amadólares. Com eles, podem adquirir experiências que variam de sessões de cinema com pipoca a partidas de videogame, atividades esportivas ou passeios culturais pela cidade. O valor das programações é variável, o que ajuda os alunos a entenderem na prática como funciona a lei da oferta e da procura, além de aspectos como inflação e juros, que muitas vezes são difíceis de compreender apenas por teoria.

O projeto, que funciona ao longo de todo o período integral escolar — com uma rotina de aproximadamente nove horas diárias —, também teve efeitos positivos no clima da escola. Segundo Silas, a iniciativa trouxe mais leveza, diminuiu conflitos e deixou o ambiente mais divertido e motivador. ‘‘Nós somos uma escola que funciona em período integral, ficamos nove horas por aqui e o projeto trouxe leveza, diminuiu os conflitos e deixou o ambiente mais divertido e alegre,’’ afirmou. Ainda de acordo com o professor, a prática com amadólares permite que os estudantes vivenciem, na ponta da língua, os conceitos de educação financeira aprendidos em sala.

Um exemplo citado por Silas revela como o ensino prático funciona na rotina escolar: há poucos dias, ele usou a venda de uma sessão de videogame para ilustrar a inflação. Segundo o professor, inicialmente, eram vendidos quatro ingressos por 15 amadólares cada, mas, em um momento de aumento de demanda, o preço subiu para 20 amadólares, exemplificando na prática o conceito de aumento de preços. Embora essa explicação tenha sido usada em sala, ainda não há confirmação oficial se o projeto será expandido para mais escolas ou se trata de uma experiência piloto.

Por enquanto, a iniciativa continua sendo uma estratégia pedagógica diferenciada, que busca aproximar os alunos de conceitos econômicos essenciais para o entendimento de questões do cotidiano financeiro, mas ainda sem uma regulamentação ou reconhecimento formal mais amplo. A escola não se pronunciou oficialmente sobre desdobramentos futuros, e o projeto permanece como uma experiência piloto, porém interessante, na tentativa de tornar o ensino mais lúdico e efetivo.

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O que sabemos?

  • Na Escola Estadual Amador dos Santos Fernandes, alunos participam de aulas com moeda fictícia chamada amadólares.
  • Estudantes recebem amadólares ao cumprir metas de desempenho, podendo usar a moeda para atividades e experiências.
  • O projeto visa ensinar conceitos de economia como inflação, oferta e procura, juros e poupar na prática.
  • Recentemente, o professor usou uma venda de videogame para ilustrar inflação, elevando o preço de 15 para 20 amadólares.
  • A iniciativa é vista como uma forma de aumentar engajamento escolar, melhorar o clima e tornar o aprendizado mais divertido.

Fontes

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