Brasil

Escavações revelam cidade grega de mais de 2 mil anos na Etólia-Acarnânia

Em apuração ?

Pesquisas iniciadas em 2026 buscam compreender a história e a organização de Arsinoe

Escavações arqueológicas em antiga cidade grega na região de Angelokastro
Imagem: Aventuras na História

Arqueólogos gregos e chineses concluíram a primeira fase de escavações em Angelokastro, na Grécia, visando investigar a antiga cidade de Arsinoe. Os trabalhos, que começaram em 2026, fazem parte de um projeto de cinco anos para explorar vestígios históricos na região.

Desde julho de 2026, arqueólogos de diferentes países, incluindo Grécia e China, vêm realizando escavações na região de Angelokastro, no município de Etólia-Acarnânia, na Grécia, com o objetivo de investigar uma antiga cidade grega chamada Arsinoe, fundada há mais de dois mil anos. Segundo fontes vinculadas ao Ministério da Cultura da Grécia, essa primeira etapa faz parte de um programa que deve durar até 2030, ampliando o conhecimento sobre as origens e a evolução do assentamento.

As escavações ocorrem sobretudo na área de Kakavaria, onde já havia sido identificada uma trincheira antiga com vestígios de arquitetura. Os pesquisadores ampliaram essa região, revelando restos de paredes, pisos e uma construção de formato quadrado, com um pátio cercado por colunas. Segundo informações não confirmadas oficialmente, essa estrutura, parcialmente escavada décadas atrás pelo arqueólogo Lazaros Kolonas, apresenta sinais de múltiplas reparações ao longo do tempo, sugerindo uma longa utilização e múltiplas fases de reconstrução. A semelhança de sua planta com construções em outros sítios da região, como Kalydon, reforça a hipótese de que ela tinha importância significativa na antiga cidade.

Durante as escavações, também foram recuperados diversos objetos, incluindo telhas, elementos decorativos de cerâmica empregados nos telhados, moedas de bronze, cerâmicas variadas e ossos de animais, que agora passam por processos de conservação e análise para determinar sua datação e características. Ainda não há confirmações sobre a idade exata desses materiais, mas a expectativa é de que possam ajudar a entender melhor a organização urbana e a história de Arsinoe. Além da estrutura descoberta, os arqueólogos pretendem futuramente investigar as muralhas defensivas e torres da antiga cidade, utilizando avanços tecnológicos como levantamentos geofísicos e sensoriamento remoto, que facilitam a compreensão do planejamento e das transformações ao longo do tempo.

O projeto, que conta com colaboração internacional, representa não só uma oportunidade de aprofundar o estudo do patrimônio cultural grego, mas também de fortalecer os laços entre Grécia e China na área de pesquisa arqueológica. Ainda que as informações estejam em fase inicial, a expectativa é de que os próximos anos produzam descobertas que possam alterar a compreensão histórica da região e agregar valor às tradições locais, além de reforçar a importância da preservação do patrimônio cultural para futuras gerações.

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O que sabemos?

  • Escavações iniciadas em 2026 na região de Angelokastro, Etólia-Acarnânia.
  • Investigação focada na antiga cidade de Arsinoe, fundada há mais de dois mil anos.
  • Primeira fase de um programa de cinco anos, previsto para terminar em 2030.
  • Descoberta de uma estrutura quadrada com pátio e colunas, parcialmente escavada há décadas.
  • Recuperação de objetos como telhas, moedas e ossos para análise e conservação.

Fontes

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