Empresário da Multilaser critica jornada de trabalho na era da inteligência artificial
Dono da gigante brasileira de eletrônicos defende fim da escala 6x1 para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores
Segundo o presidente do conselho da Multilaser, é inaceitável que trabalhadores fiquem sem dois dias de descanso na era da IA. Ele acredita que reduzir a jornada traria benefícios sem causar demissões em massa.
O presidente do conselho de administração da Multilaser, uma das maiores empresas brasileiras de eletrônicos, manifestou-se contra a manutenção do sistema de trabalho conhecido como escala 6x1, que prevê seis dias de trabalho seguidos por um de descanso. Segundo ele, na era da inteligência artificial e, futuramente, da robótica, é inaceitável que uma parcela significativa da força de trabalho continue sem dois dias de descanso por semana. Essa postura destaca uma divergência entre um empresário de grande porte e o que costuma ser a visão predominante entre outros empresários do setor.
Durante entrevista na sede da companhia, o empresário afirmou que, embora a mudança possa implicar um custo econômico, ele acredita que esse valor é compensado pela melhora na qualidade de vida do trabalhador. Ele declarou: “Sou empresário e defendo o fim da escala 6x1, para que todo trabalhador tenha dois dias de descanso por semana. Existe, sim, um custo na mudança, e parte dele pode chegar ao preço final do produto, mas não vejo motivos para temer demissões em massa. Toda redução de jornada na história provocou o mesmo alarme, e a economia se adaptou”.
Ele também comentou sobre os fatores que, na visão dele, tornam o produto brasileiro mais caro. Segundo sua avaliação, dificuldades como o chamado “custo Brasil”, que engloba burocracia excessiva, altos impostos sobre o consumo e juros elevados, são os principais responsáveis por encarecer os itens produzidos no país. Ainda assim, ponderou que o custo adicional de implementar uma jornada de trabalho de dois dias de descanso não seria tão significativo frente a esses obstáculos existentes.
Ao ser questionado sobre os impactos dessa mudança na competitividade brasileira, ele afirmou: “Quem se preocupa com a competitividade do país deveria começar cortando os privilégios do Estado, não o descanso do trabalhador”. Ainda sem confirmação oficial, o empresário reforça sua posição de que a adoção de jornadas mais justas traria melhorias não apenas para os trabalhadores, mas também para o ambiente produtivo nacional, sem necessariamente afetar o preço final dos produtos de forma alarmante.
O que sabemos?
- Segundo fontes, o presidente do conselho da Multilaser defende fim da escala 6x1 para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
- Ele afirma que a mudança pode gerar custos econômicos, mas que esses seriam compensados pelos benefícios.
- Não há confirmação oficial de mudanças na jornada de trabalho na empresa.
- O empresário critica o 'custo Brasil', impostos altos, burocracia e juros elevados como principais fatores que encarecem produtos brasileiros.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
- UOL Notícias imprensa





