Clima no Brasil encerra agosto com extremos entre o Sul e o Norte
Tempestades atingem a Região Sul enquanto o Norte registra calor intenso e alerta para baixa umidade
O último dia de agosto apresenta contrastes climáticos significativos, com temporais e frio maior no Sul e calor de até 41ºC em áreas do Norte e Centro-Oeste. Instituto Nacional de Meteorologia emite alertas para baixa umidade em diversas regiões, com impactos na saúde e riscos de incêndios.
O Brasil fecha agosto com um cenário climático de contrastes extremos, revelando como o país pode experimentar variações intensas de temperatura e condições atmosféricas em suas diferentes regiões. No último dia do mês, 31 de agosto, a Região Sul enfrenta temporais e uma oscilação térmica notável: enquanto Curitiba registra máximas agradáveis em torno de 35ºC, Porto Alegre não ultrapassa os 19ºC, ilustrando a complexidade do clima na região.
Nas regiões Centro-Oeste e Norte, entretanto, o panorama é distinto e marcado por calor intenso, com termômetros alcançando até 41ºC em capitais como Cuiabá e Porto Velho. Este calor extremo está associado a um tempo seco, embora sejam esperadas chuvas isoladas em outras áreas do país. Essa combinação de fatores provoca preocupação tanto por seu impacto na saúde pública quanto pelo aumento do risco de queimadas.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que divulgou um boletim no dia 31, foram emitidos dois alertas importantes relacionados à baixa umidade do ar. O primeiro é um aviso amarelo, de perigo potencial, para extensa área que abrange 11 unidades federativas: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí e São Paulo. Nestes locais, a umidade relativa do ar pode variar entre 30% e 20%. O segundo alerta, de nível mais severo e classificado como laranja, envolve outras regiões em dez estados: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, São Paulo e Tocantins, onde a umidade poderá ficar entre 20% e 12%.
O ar muito seco dificulta a dispersão dos gases poluentes e resseca as mucosas das vias aéreas, o que, segundo informações do Ministério da Saúde reproduzidas pela Agência Brasil, facilita crises de asma, alergias e infecções virais e bacterianas. Além disso, o tempo seco, somado às altas temperaturas, potencializa o surgimento e a propagação de queimadas e incêndios florestais, representando um risco ambiental e sanitário relevante.
Para minimizar os efeitos nocivos dessa condição, especialistas recomendam medidas preventivas como a ingestão constante de água, a restrição de atividades físicas ao ar livre e a redução da exposição direta ao sol no período entre 10h e 17h. Ao sentir sintomas respiratórios, é indicado procurar atendimento médico de forma rápida. Outras orientações incluem evitar banhos com água muito quente e o uso frequente de hidratantes para proteger a pele e mucosas.
A Defesa Civil pode atuar no monitoramento da umidade relativa do ar, decretando estados de atenção quando os índices estiverem entre 21% e 30%, estado de alerta para valores entre 12% e 20% e, em casos extremos, o estado de emergência para níveis abaixo de 12%. Esses cenários ainda não foram confirmados oficialmente em todas as regiões, pois a informação baseia-se atualmente no comunicado do Inmet divulgado pela Agência Brasil, e outras fontes ainda não se manifestaram.
Esse quadro evidencia a necessidade de acompanhamento rigoroso do tempo e planejamento nas atividades humanas, para evitar danos à saúde pública e à natureza, principalmente em momentos de calor intenso e baixa umidade, comuns nesse período do ano no país.
O que sabemos?
- Agosto termina com temporais no Sul e calor extremo no Norte do Brasil
- Curitiba pode alcançar 35°C, Porto Alegre não passa dos 19°C
- Inmet emitiu alertas amarelo e laranja para baixa umidade em 11 e 10 unidades federativas, respectivamente
- Tempo seco e altas temperaturas elevam riscos de saúde e queimadas
Fontes
- Agência Brasil fonte oficial




