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Cansaço extremo e a volta ao passado na mente: o que dizem os estudos

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Pesquisas mostram que fadiga cerebral pode facilitar lembranças passadas e aumentar divagação mental

Cansaço extremo e a volta ao passado na mente: o que dizem os estudos
Imagem: CNN Brasil

Estudos científicos indicam que o cansaço mental reduz a capacidade de focar no futuro, levando a uma maior recorrência de pensamentos voltados ao passado. Pesquisadores explicam que isso se relaciona ao funcionamento de áreas específicas do cérebro, como o hipocampo.

Depois de um dia intenso de reuniões, tarefas acumuladas e decisões difíceis, é comum que nossa mente comece a divagar, redescobrindo memórias antigas ou relacionando-se com situações do passado. Essa experiência, tecnicamente chamada de 'mind wandering' ou divagação mental, é uma rotina para muita gente, mas o que poucos sabem é que estudos recentes indicam uma ligação entre esse fenômeno e o estado de fadiga cerebral.

Segundo pesquisadores que estudam o tema, quanto mais exausto o cérebro fica ao longo do dia, maior a chance de que os pensamentos migrarão para lembranças do passado, em vez de se projetarem para o futuro. Essa associação foi feita com base em estudos compilados por especialistas internacionais, que revelam que a divagação mental pode ocupar de 30% a 50% do tempo em que uma pessoa está acordada. No entanto, a particularidade é que a fadiga reduz a capacidade do sistema de controle executivo do cérebro de desligar pensamentos paralelos, facilitando o acesso a memórias antigas.

Um ponto importante destacado por esses estudos é que o cansaço não afeta igualmente os pensamentos sobre o passado e o futuro. Uma pesquisa publicada na revista científica Consciousness and Cognition revelou que, sob maior carga mental, os pensamentos relacionados ao futuro caem de forma contínua, enquanto o acesso às memórias passadas só diminui em níveis de fadiga extremos. Isso indica que imaginar o futuro é uma atividade mais energeticamente custosa, dependendo de processos ativos de simulação cerebral, enquanto recordar o passado é mais automático, sustentado por estruturas cerebrais específicas.

Essas estruturas, como o hipocampo — uma região do cérebro envolvida na formação de memórias e na imaginação de cenários futuros — também foram foco de estudos com pacientes com lesões nessa área. Segundo uma pesquisa conduzida por uma neurocientista ligada ao Wellcome Centre for Human Neuroimaging, esses pacientes, durante dois dias, relataram divagações altamente concentradas no presente, sem as viagens mentais no tempo que são comuns em pessoas com hipocampo intacto. A conclusão é que o hipocampo desempenha um papel fundamental na capacidade de viajar mentalmente pelo tempo, especialmente ao recordar o passado ou imaginar o futuro, explica a fonte da CNN Brasil, ainda aguardando confirmação de outros estudos ou fontes.

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