Calor nos oceanos atinge recorde e impulsiona mudanças globais
Relatório indica aumento de energia acumulada, elevação do nível do mar e acidificação dos mares
Dados do observatório europeu Copernicus revelam que o calor acumulado nos oceanos atingiu seu maior nível em 2025, com impactos climáticos e ambientais crescentes. A velocidade do aumento do nível do mar se acelerou, e a acidificação aumentou 17% desde 1985.
Segundo o observatório europeu Copernicus, o calor acumulado nos oceanos atingiu um recorde em 2025. Em um relatório divulgado recentemente, foi informado que a quantidade de energia armazenada na água do mar aumentou em 23 zettajoules no último ano, um valor equivalente a cerca de 40 vezes toda a energia consumida mundialmente em 2025, ainda não confirmado oficialmente por outras fontes. Essa quantidade de calor, que vem crescendo de forma acelerada desde 1960, é um dos principais sinais das mudanças ambientais que o planeta vem enfrentando.
A pesquisa aponta que o nível médio dos oceanos vem subindo com maior rapidez, atingindo uma taxa de 4,2 milímetros por ano desde 2012, um aumento em relação aos 3,8 milímetros por ano registrados entre 1999 e 2012. Essa aceleração contribui diretamente para o aumento do nível do mar global, o que representa um risco para comunidades costeiras, ecossistemas marinhos e infraestruturas próximas ao litoral. Além disso, a acidez da água do mar aumentou 17% desde 1985, o que pode afetar severamente os ecossistemas e espécies marinhas.
O relatório também destaca eventos extremos relacionados ao aquecimento das águas, como ondas de calor marinhas no Mediterrâneo que duraram mais de 30 dias em 2024, e o aquecimento até 40 metros de profundidade abaixo da superfície do oceano. Em fevereiro de 2024, a tempestade Louis provocou ondas de até 8 metros na Espanha, enquanto, em novembro do mesmo ano, ventos fortes recuaram o mar em 153 centímetros na Finlândia. Além disso, desde 1982, o gelo marinho no Mar de Barents encolheu cerca de 70%, refletindo a rápida transformação dos ambientes árticos e subárcticos.
Segundo ainda a fonte, países insulares menores têm sido particularmente afetados, registrando aquecimento em todas as suas áreas marítimas desde 1960. Essa combinação de aumento de calor, elevação do nível do mar e acidificação está entre os principais sinais das mudanças globais, afetando não só o clima, mas também os ecossistemas, a economia e a segurança das populações costeiras. A Secretária-Geral da Organização Meteorológica Mundial afirmou que monitorar o oceano é fundamental para ajudar as sociedades a se prepararem para os riscos e reforçarem sua resiliência frente a essas mudanças.
Ao que tudo indica, o aquecimento que vem se intensificando nos últimos anos não se limita à superfície, mas também afeta camadas mais profundas do oceano, o que pode prolongar e intensificar os efeitos no longo prazo. Ainda não há confirmação de que todas as mudanças observadas estejam diretamente relacionadas às ações humanas, mas há um consenso de que esse impacto é significativo no cenário atual.
O que sabemos?
- O calor acumulado nos oceanos atingiu seu maior nível em 2025.
- A quantidade de energia na água aumentou 23 zettajoules em 2025.
- Desde 1960, o aquecimento oceânico vem acelerando.
- O nível médio dos oceanos cresceu para 4,2 mm por ano desde 2012.
- A acidificação dos oceanos aumentou 17% entre 1985 e 2025.
Fontes
- G1 imprensa





