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Brasil mantém posição no ranking de igualdade de gênero, mas avanços na política chamam atenção

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País estagnou em 72º lugar entre 145 países, enquanto melhorias na representação feminina em cargos políticos continuam em progresso

Imagem: Folha de S.Paulo

Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, o Brasil permanece na 72ª colocação no ranking global de igualdade de gênero, com pequenas variações. Apesar de manter o mesmo nível geral, houve avanços significativos na participação de mulheres na política, que aumentou nos últimos anos.

O Brasil segue na 72ª posição no ranking global de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial, divulgado nesta quarta-feira (16). Segundo o levantamento, o país perdeu 0,4 ponto percentual, passando de uma pontuação de 71,9% para 71,5%, em um índice que mede a distância até a paridade plena entre homens e mulheres, cujo valor varia de 0 a 100%. Apesar dessa estabilidade relativa no ranking geral, o estudo destaca que o Brasil foi um dos países que mais evoluíram no aspecto de empoderamento político, com um avanço de 15,8 pontos percentuais desde 2006, a maior entre os quatro pilares analisados, que incluem educação, saúde, economia e participação política.

Desde esse ano de referência, a participação das mulheres nas casas legislativas do país quase que dobrou, saindo de 9,4% para 20,7%. Ainda assim, essa proporção ainda está longe da paridade, e o crescimento foi acompanhado por uma melhora na presença feminina em ministérios, que triplicou de 12,9% para 40,9%. Todas essas informações são de acordo com dados do próprio estudo, que considera a proporção entre homens e mulheres eleitos, não apenas a quantidade de cadeiras ocupadas. Porém, na comparação com o levantamento do ano passado, houve uma queda de 2,1 pontos nessa mesma métrica, o que reforça que avanços nem sempre são lineares.

Segundo uma fonte especializada, esse movimento positivo na política indica uma mudança cultural mais duradoura, embora o ranking geral ainda apresente desafios para alcançar a igualdade plena. A classificação do Brasil demonstra que, apesar de conquistas principalmente na representação política, o país ainda precisa avançar em áreas como participação econômica, saúde e educação para melhorar sua colocação no topo desse índice internacional.

O estudo não confirma avanços semelhantes em outros setores além do político e, até o momento, não há informações de que o país esteja considerando novas políticas ou ações específicas para acelerar esse processo de igualdade. Ainda assim, os dados revelam que a luta mãe por direitos iguais entre homens e mulheres permanece em um percurso de longo prazo, no qual o Brasil mostra sinais de progresso, embora de forma gradual e com oscilações ao longo do tempo.

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O que sabemos?

  • Brasil está na 72ª posição no ranking global de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial.
  • O país recuou 0,4 ponto percentual em relação ao ranking do ano passado, com uma pontuação de 71,5%.
  • Desde 2006, a participação das mulheres na política cresceu 15,8 pontos percentuais, a maior evolução entre os pilares do estudo.
  • A representação feminina nas casas legislativas aumentou de 9,4% para 20,7%.
  • A presença de mulheres em ministérios triplicou, passando de 12,9% para 40,9%, embora tenha havido uma queda de 2,1 pontos na comparação com o ano passado.

Fontes

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