Três policiais mineiros morrem em acidente aéreo durante reavaliação de aeronave
Velórios e homenagens marcam o domingo em Belo Horizonte após tragédia no Vale do Aço
Corpos de dois tenentes e um tenente-coronel da Polícia Militar de Minas Gerais serão velados neste domingo em Belo Horizonte, após acidente com avião bimotor. Governo decretou luto oficial de três dias e homenagens foram realizadas.
Na manhã deste domingo, os corpos de três policiais militares de Minas Gerais mortos em um acidente aéreo na última sexta-feira (9) estão sendo velados na capital mineira, Belo Horizonte. Segundo informações divulgadas pelo próprio comando da Polícia Militar, o velório acontece na Academia de Polícia Militar, localizada no bairro Prado, e o sepultamento está previsto para as 16h no Cemitério Parque Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline.
Os policiais mortos eram Luis Fernando Silvestre, um tenente-coronel de 49 anos e comandante do esquadrão de aviões do Comando de Aviação da Polícia Militar de Minas Gerais (Comave); Alice dos Santos Almeida, tenente, e Gabriela Emília Soares Resende, também tenente. Os três haviam saído do Aeroporto da Pampulha, em uma aeronave modelo Beechcraft Super King Air 300, com prefixo PP-EJO, na última sexta-feira, em um voo de reavaliação da aeronave. A aeronave caiu perto do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, enquanto realizava suas missões, que incluem transporte de órgãos para transplantes e missões operacionais. Nenhum dos ocupantes sobreviveu ao acidente, ainda não oficialmente explicado.
Segundo a Polícia Militar de Minas, a manutenção da aeronave estava em dia, e a tripulação possuía toda documentação regularizada e habilitações adequadas. Ainda de acordo com a corporação, o comandante Silvestre tinha mais de cinco mil horas de voo, sendo o instrutor mais capacitado da Polícia Militar, e comandava o esquadrão de aviões do Comave. Ele era natural de Belo Horizonte, tinha 49 anos, e deixou uma esposa e três filhos. A tenente Gabriela, que também era de Belo Horizonte, tinha cerca de 300 horas de voo e foi a primeira mulher na Polícia Militar de Minas Gerais habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa, conquistando essa habilitação em 2023.
Ainda não há, oficialmente, confirmação das causas do acidente, que será investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A Polícia Militar afirmou que não há indícios iniciais de problemas relacionados à documentação, manutenção ou habilitação da tripulação. O governador de Minas, Mateus Simões, o governador eleito, Cleitinho Azevedo, e o presidente Lula também lamentaram a morte dos policiais. Como homenagem, na noite de sábado (10), a Polícia Militar realizou um "sirenaço" nas proximidades do Aeroporto da Pampulha, um desfile de sirenes em reverência aos colegas mortos, cujo vídeo circulou nas redes sociais.
O governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias em memória dos policiais que perderam a vida nesta tragédia. Ainda aguarda confirmação oficial sobre a causa do acidente, mas a referência inicial aponta que a aeronave tinha passado por processos de modernização e atualização de seus equipamentos. A tragédia reforça a importância da segurança na aviação policial, uma área extremamente sensível e que exige altos níveis de preparo e manutenção.
O que sabemos?
- Corpos de três policiais mortos em acidente aéreo serão velados e enterrados em Belo Horizonte
- Avião caiu perto do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, durante voo de reavaliação
- Tripulação incluía o comandante com mais de cinco mil horas de voo e duas tenentes; todas habilitadas e com documentação regularizada
- Governo de Minas decretou luto oficial de três dias e realizou homenagem com sirenaço
Fontes
- G1 imprensa





