Pesquisadores da UFCG apresentam plataformas digitais contra a desertificação na COP17
Três ferramentas tecnológicas ajudam a monitorar o Semiárido e apoiar a tomada de decisões locais e governamentais
Na 17ª Conferência das Partes da ONU para o Combate à Desertificação, pesquisadores da UFCG detalharam sistemas inovadores para enfrentar a degradação das terras no Semiárido, conectando dados científicos a quem vive e administra a região.
Pesquisadores do Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), participaram da 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17), realizada na Mongólia, para apresentar soluções tecnológicas voltadas à preservação do Semiárido brasileiro. Com 14 anos de experiência no estudo da desertificação, o grupo desenvolveu três plataformas digitais que monitoram a degradação do solo e subsidiam políticas públicas.
Segundo o coordenador do projeto, professor doutor John Cunha, o principal objetivo é garantir que "o conhecimento chegue a quem decide e a quem vive o problema". A preocupação do OCA é integrar os dados científicos com as demandas dos gestores públicos, prefeituras e órgãos governamentais, além de organizações sociais reconhecidas, como a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Para Cunha, "a convivência com o Semiárido não se constrói só com dado, se constrói com quem está na terra".
O trabalho apresentado envolve uma combinação de esforços de campo, sensoriamento remoto – que utiliza imagens via satélite para análises ambientais – e modelagem hidrológica, que ajuda a entender o comportamento da água em regiões áridas. Essas metodologias permitiram a criação digital das plataformas, que funcionam como ferramentas de acompanhamento da desertificação e do uso sustentável do Solo.
A apresentação no congresso da ONU na Mongólia reuniu representantes de governos e instituições científicas do mundo todo, numa tentativa coletiva de trocar experiências e avançar no combate às mudanças climáticas. As tecnologias desenvolvidas pelo OCA visam dar suporte às decisões locais, fundamentais para promover a adaptação das populações e a preservação ambiental de um bioma tão vulnerável quanto a Caatinga e seu entorno.
O evento reforça a importância da interface entre ciência e sociedade no enfrentamento dos desafios ambientais, e destaca a UFCG como referência em pesquisas aplicadas sobre desertificação no Brasil. As ferramentas digitais criadas são instrumentos que democratizam o acesso à informação, tornando possível planejar medidas de proteção do Semiárido com base em dados precisos e atualizados.
O que sabemos?
- Pesquisadores do Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA) da UFCG apresentaram trabalho na COP17, realizada na Mongólia.
- O OCA tem 14 anos de atuação no estudo da desertificação e degradação das terras no Semiárido.
- Foram apresentadas três plataformas digitais para monitorar a desertificação e apoiar políticas públicas.
- O projeto combina trabalho de campo, sensoriamento remoto e modelagem hidrológica para produzir os dados.
O que ainda não foi confirmado?
- Informação divulgada apenas por G1; aguardando outras fontes.
Fontes
- G1 imprensa
