TSE exige explicações do WhatsApp sobre circulação de áudios que podem afetar eleições de 2026
Ministro André Mendonça dá prazo de 24 horas para Meta responder sobre conteúdos falsos no aplicativo de mensagens
O Tribunal Superior Eleitoral solicitou à Meta que esclareça como o WhatsApp poderia identificar e limitar mensagens falsas relacionadas às eleições. A ação envolve um áudio que afirmava que eleitores de Lula votariam só em 11 de outubro, o que ainda não foi confirmado oficialmente.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), através do ministro André Mendonça, determinou que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, explique em 24 horas como o aplicativo pode identificar e limitar a circulação de conteúdos falsos relacionados às eleições de 2026. A decisão foi tomada após a circulação de um áudio considerado falso, que afirmava que eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveriam votar só em 11 de outubro, data do segundo turno, enquanto apoiadores de outros candidatos, como Flávio Bolsonaro (PL), seriam orientados a votar no domingo, dia 4 de outubro. Segundo a fonte do TSE, ainda não confirmada oficialmente, o áudio chegou a circular em grupos de WhatsApp antes do primeiro turno, e a mensagem sugeria uma mudança no calendário eleitoral, embora essa informação não fosse verídica.
Na decisão, Mendonça destacou que o conteúdo é objetivamente falso e tem potencial para prejudicar a integridade do processo eleitoral, ao orientar uma parte dos eleitores a ficar em casa no dia da votação. Ainda segundo a decisão, o ministério público eleitoral e o tribunal querem entender de que forma a plataforma pode impedir a circulação de mensagens falsas, sem invadir a privacidade dos usuários. Mendonça ressaltou que a operação do WhatsApp envolve mensagens privadas e que, atualmente, há limitações técnicas para que a plataforma identifique e bloqueie conteúdos sem acesso às comunicações pessoais, como o conteúdo em si, metadados ou hash.
Por enquanto, o ministro não determinou o bloqueio imediato do áudio ou a retirada de mensagens semelhantes, mas afirmou que há o risco de novos conteúdos falsos circularem antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Assim, ele solicitou à Meta que informe quais providências poderiam ser adotadas para evitar a disseminação de informações falsas sobre datas de votação, sem comprometer a privacidade dos usuários, antes de uma possível ordem judicial. A decisão ainda aguarda a manifestação oficial da plataforma e a análise da Procuradoria-Geral Eleitoral, que terá o prazo para se manifestar após a resposta da Meta.
Interessante observar que essa ação do TSE ocorre em um momento crucial, na véspera do segundo turno, entre Lula e Flávio Bolsonaro, ampliando a atenção sobre o papel das redes sociais na segurança do processo eleitoral. Ainda não há confirmação oficial de que o áudio mencionado seja fato, nem detalhes sobre quais medidas o WhatsApp poderá adotar para conter esse tipo de conteúdo. A única certeza, até o momento, é a preocupação do tribunal em garantir a lisura da votação, sem, contudo, invadir direitos de privacidade dos usuários.
O que sabemos?
- TSE cobra à Meta explicações sobre áudio falso circulando pelo WhatsApp.
- Áudio afirmava que eleitores de Lula votariam só em 11 de outubro.
- Decisão do ministro André Mendonça dá 24 horas para a Meta responder.
- Mensagem falsa foi distribuída antes do primeiro turno.
- Busca-se entender limites técnicos do WhatsApp para controlar conteúdos falsos.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





