Telhas inspiradas na pele do elefante africano prometem resfriar edifícios sem ventilação
Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia desenvolvem azulejos de cimento que usam água para reduzir o calor em construções
Cientistas criaram uma telha de cimento que retém e evapora água lentamente, permitindo o resfriamento natural de ambientes internos sem necessidade de aparelhos eletrônicos.
Em um contexto de temperaturas crescentes agravadas pelas mudanças climáticas, o desconforto causado pelo calor tem levado a busca por soluções eficientes e econômicas para evitar o superaquecimento de ambientes. Segundo informações publicadas pela Revista Galileu em 23 de agosto de 2026, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, inspiraram-se na pele do elefante africano (Loxodonta africana) para desenvolver uma telha especial de cimento que ajuda no resfriamento dos edifícios.
O elefante africano, que enfrenta diariamente o calor intenso da savana, não possui a capacidade de suar como os humanos. Para manter a temperatura do corpo equilibrada, ele depende das rugas — fissuras na pele que retêm água e permitem uma evaporação mais lenta que ajuda na dissipação do calor. A equipe de cientistas decidiu reproduzir esse mecanismo natural ao criar um azulejo à base de cimento capaz de capturar, reter e evaporar água gradualmente, reduzindo a temperatura do local onde é aplicado.
O funcionamento da telha está na mudança de fase da água ao evaporar, processo que absorve e dissipa calor sem necessitar do uso de ventiladores ou equipamentos eletrônicos complexos. Isso significa que o sistema trabalha passivamente para manter o ambiente termodinamicamente equilibrado, reduzindo a sensação térmica de forma sustentável e econômica. Segundo a publicação, esse método representa um dos sistemas de resfriamento mais eficientes.
No entanto, os pesquisadores destacaram que chegar a essa solução não foi simples. A maioria dos materiais usados na construção civil atualmente não é eficaz para a dissipação de calor via evaporação de água, o que torna o desafio tecnológico ainda maior. O desenvolvimento detalhado da telha e seus testes foram apresentados na revista científica Advanced Materials em 20 de abril de 2026.
Essa inovação pode representar um avanço importante para melhorar o conforto térmico em áreas urbanas afectadas pelo aumento das temperaturas globais, especialmente em regiões onde o acesso a energia elétrica é limitado ou caro. Além disso, sua aplicação de baixo custo pode facilitar a adoção pela construção civil, abrindo caminho para cidades mais resilientes diante da crise climática.
O que sabemos?
- Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia desenvolveram uma telha de cimento resfriadora.
- A inspiração veio da pele do elefante africano, que mantém a temperatura com rugas que retêm água.
- A telha captura, retém e evapora água para resfriar ambientes sem ventiladores ou equipamentos elétricos.
- A pesquisa foi publicada na revista Advanced Materials em 20 de abril de 2026.
O que ainda não foi confirmado?
- Informação divulgada apenas pela Revista Galileu; aguardando outras fontes.
Fontes
- Revista Galileu fonte especializada
