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Shein estreia na bolsa de Hong Kong com arrecadação de US$ 1,7 bilhão

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Empresa de fast-fashion enfrenta queda inicial nas ações após abertura oficial na bolsa

A tela de cotações na bolsa de Hong Kong com ações da Shein em destaque
Imagem: UOL Notícias

Shein realizou sua estreia na Bolsa de Hong Kong nesta terça-feira, arrecadando US$ 1,7 bilhão, mas suas ações fecharam com uma leve queda de 0,1%. A tentativa de listar suas ações em Nova York e Londres foi frustrada por questões regulatórias, porém a empresa obteve autorização para a bolsa chinesa.

Nesta terça-feira (1), a gigante do fast-fashion Shein fez sua primeira oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Hong Kong, arrecadando aproximadamente US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 8,8 bilhões). Segundo fontes, a estreia foi discreta, com as ações começando o pregão apresentando uma forte oscilação, caindo até 10% no início, antes de se recuperarem e fecharem com uma mínima queda de apenas 0,1% — encerrando o dia cotadas a 48,5 dólares de Hong Kong (R$ 32,01).

A avaliação da empresa atingiu cerca de US$ 26,3 bilhões (R$ 136 bilhões), bem abaixo dos quase US$ 100 bilhões (R$ 518 bilhões) levantados em rodadas de financiamento privado em 2022. O valor de mercado, portanto, ficou bastante abaixo das expectativas iniciais de investidores, que aguardavam uma estreia mais forte. Ainda não há confirmação oficial sobre os motivos exatos da dispersão das ações logo no início do pregão, mas analistas destacam que a ação da Shein pode ter sido influenciada por fatores regulatórios ou pelo cenário econômico global.

Notadamente, a empresa decidiu não seguir com planos de listar na Bolsa de Nova York ou Londres, o que teria ampliado sua captação. Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, a Shein recebeu autorização das autoridades financeiras chinesas em julho para ofertar suas ações na Bolsa de Hong Kong, após transferir sua sede para Singapura entre 2021 e 2022, movimento que, segundo analistas, teria como objetivo reduzir diferenças políticas com a China. A própria empresa afirma que os fundos arrecadados com o IPO serão utilizados para ampliar suas capacidades tecnológicas e fortalecer sua atuação no mercado internacional, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.

Fundada como uma loja de roupas de baixo custo com produção rápida, Shein conquistou muita popularidade graças aos seus preços baixos e à velocidade de produção. A estreia na bolsa, um marco importante para a gigante chinesa, ainda não confirmou se trará impactos duradouros na sua trajetória, mas reforça o interesse global pelo setor de fast-fashion, especialmente em tempos de recuperação econômica. Apesar de ainda não ter se pronunciado oficialmente sobre os detalhes da operação, a notícia é vista como uma nova fase para a Shein no mercado financeiro internacional.

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O que sabemos?

  • Shein arrecadou US$ 1,7 bilhão em sua IPO na Bolsa de Hong Kong.
  • A avaliação da empresa foi de aproximadamente US$ 26,3 bilhões.
  • As ações tiveram queda de até 10% na abertura, fechando com queda de 0,1%.
  • A empresa não conseguiu listar em Nova York ou Londres, mas foi autorizada para Hong Kong.
  • Transferiu sua sede para Singapura entre 2021 e 2022, segundo fontes.

Fontes

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