Tecnologia

Explicando o impacto da inteligência artificial no consumo de energia

Em apuração ?

O crescimento do uso de IA eleva a demanda por eletricidade e preocupa especialistas

Ilustração de chips de computador conectados, representando redes neurais e processamento de IA.
Imagem: CNN Brasil

A expansão da inteligência artificial demanda uma infraestrutura que consome grande quantidade de energia, especialmente na fase de inferência, responsável por responder às solicitações dos usuários.

Com o crescimento acelerado do uso de inteligência artificial (IA) em serviços do dia a dia, especialmente plataformas como o ChatGPT, a preocupação com o consumo de energia elétrica também aumentou. Segundo uma fonte especializada, a maior parte do gasto energético dessas tecnologias ocorre na fase de inferência, que é quando o sistema responde às perguntas e comandos enviados pelos usuários, e não no treinamento dos modelos.

Durante esse processo, os sistemas de IA dependem de milhares de GPUs — chips de processamento gráfico — que realizam bilhões de cálculos em questão de segundos. Cada consulta ao ChatGPT, por exemplo, consome aproximadamente 0,34 watt-hora (Wh) de eletricidade, uma quantidade comparável ao consumo de um forno por pouco mais de um segundo ou de uma lâmpada de alta eficiência por alguns minutos, segundo informações do CEO da OpenAI. Essa alta demanda de processamento se deve à estrutura de redes neurais complexas, que em seus modelos mais avançados possuem muitas camadas conectadas, realizando operações matemáticas simples, mas em volume muito grande.

O responsável por essa atividade intensiva, o processamento de inferência, chega a representar entre 80% e 90% do consumo total de energia das aplicações de IA, de acordo com uma estimativa de uma instituição acadêmica. Isso explica por que empresas fabricantes de processadores, como a NVIDIA, têm ganhado destaque na área, uma vez que esses chips precisam ser altamente eficientes e constantemente resfriados para evitar superaquecimento em data centers que operam essas redes de forma contínua.

O treinamento dos modelos, embora também consuma bastante energia, é uma fase pontual que envolve o processamento de grandes volumes de dados por semanas ou meses. Após essa etapa, o funcionamento diário de uma IA depende de dezenas ou até centenas de GPUs operando simultaneamente, o que contribui para o aumento constante no uso de energia elétrica. Essa questão ambiental e econômica vem gerando debates entre profissionais da área e governos, que buscam alternativas para tornar esse consumo mais sustentável, tendo em vista a crescente popularidade e dependência dessas tecnologias.

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O que sabemos?

  • A maior parte do consumo energético da IA ocorre na fase de inferência, que responde às perguntas dos usuários.
  • Cada consulta média ao ChatGPT consome cerca de 0,34 Wh de eletricidade.
  • A demanda por GPUs, principalmente de fabricantes como a NVIDIA, aumentou com o avanço da IA.
  • A fase de treinamento, embora intensiva, representa uma porção menor do consumo total de energia.

Fontes

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