Tecnologia

Pesquisadores discutem desafios e riscos da inteligência artificial na área de software

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Maior Congresso Brasileiro de Software revela preocupações sobre o impacto da IA no desenvolvimento de tecnologia

Participantes do Congresso Brasileiro de Software em debate na USP
Imagem: Jornal da USP

Durante o CBSoft’26, especialistas alertaram para os efeitos positivos e negativos da inteligência artificial na engenharia de software. O evento, realizado na USP, contou com cerca de 900 participantes de diferentes regiões.

Entre os dias 8 e 11 de setembro, o Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação da Universidade de São Paulo (USP), no campus do Butantã, recebeu a edição mais crescente do Congresso Brasileiro de Software: Teoria e Prática (CBSoft’26), reunindo aproximadamente 900 pesquisadores, estudantes e profissionais de tecnologia de 25 estados brasileiros e de países estrangeiros. Um dos destaques do evento foi a forte presença e discussão acerca do papel da inteligência artificial (IA) no futuro da engenharia de software, com debates sobre seus impactos positivos e negativos. Segundo um dos organizadores, o professor Fábio Kon, a IA vem modificando todos os aspectos relacionados à produção de software, influenciando desde a criação até a manutenção de códigos, o que exige uma atenção especial por parte da comunidade científica para acompanhar criticamente essas mudanças, sempre colocando o ser humano no centro das preocupações. Ainda segundo ele, a influência da IA na área deve ser vista de forma responsável, evitando que as máquinas assumam funções que comprometam a segurança e a qualidade dos sistemas desenvolvidos, além de preservar a responsabilidade ética no uso dessas tecnologias. Durante o evento, o diretor do IME, Roberto Marcondes Cesar Junior, abordou as mudanças no perfil dos profissionais da computação, ressaltando que, atualmente, não são mais apenas programadores criando códigos: eles atuam como maestros que comandam inteligências artificiais capazes de gerar trechos cada vez maiores de programas de computador. Ele citou exemplos de pesquisas em andamento, como o uso de IA em dispositivos móveis, cidades inteligentes e projetos no Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Inteligência Artificial para a Matemática e Aprendizagem Inovadora (CCD IAMAI), sediado no IME, voltados ao desenvolvimento responsável dessas tecnologias para a educação. A aproximação entre universidades e empresas também foi destaque. Representantes de companhias de tecnologia participaram de painéis com pesquisadores e estudantes, discutindo desafios práticos no desenvolvimento de software. Segundo o professor Rodolfo Azevedo, da Unicamp, essa relação promove uma troca de experiências que beneficia tanto o setor acadêmico quanto o empresarial, já que as universidades se dedicam à formação de profissionais e à pesquisa, enquanto as empresas alertam sobre problemas reais enfrentados na prática, alimentando novas questões científicas ainda não resolvidas. A discussão sobre a IA no software é crucial, pois, segundo os especialistas, ela influencia não só a eficiência das criações tecnológicas, mas também levanta questões importantes sobre segurança, responsabilidade e o papel dos profissionais nesse novo cenário em rápida transformação.

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O que sabemos?

  • O CBSoft’26 aconteceu de 8 a 11 de setembro na USP.
  • Reuniu cerca de 900 participantes de 25 estados brasileiros e de outros países.
  • Mais de 370 artigos científicos foram apresentados.
  • A inteligência artificial foi destaque na programação do evento.
  • Pesquisadores discutiram os impactos positivos e negativos da IA na engenharia de software.

Fontes

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