Tecnologia

Mudanças no Pix aumentam prazo contra golpes que prejudicam lojistas

Em apuração ?

Especialistas alertam para duplicidade de golpes envolvendo transferências e contestação de valores

Imagem ilustrativa de transações financeiras digitais no celular
Imagem: Olhar Digital

Alterações recentes no sistema de Pix trazem novos desafios para comerciantes, com o aumento do prazo para contestação de valores recebidos por fraudes

O sistema de transferências instantâneas Pix, uma das ferramentas mais utilizadas no Brasil para pagamentos rápidos, passou por mudanças que trazem implicações importantes para pequenos comerciantes e prestadores de serviço. Segundo o portal Olhar Digital, o prazo para contestação de Pix recebido por fraude ou falha passou de 30 para 80 dias, ampliando o período em que criminosos podem tentar recuperar valores indevidamente.

Antes, uma vítima de fraude tinha até um mês para solicitar a devolução do dinheiro ao banco por meio do Mediante Solicitação de Estorno (Med). Agora, esse prazo foi estendido significativamente, o que, segundo especialistas, pode facilitar ações fraudulentas que exploram a própria estrutura do sistema. Um exemplo comum, ainda não confirmado oficialmente, é quando criminosos induzem a vítima a fazer um novo Pix por engano, alegando erro no valor ou na chave enviada. Enquanto isso, eles usam a função de contestação dentro do banco para recuperar a transferência original, levando o dinheiro duas vezes, deixando o comerciante no prejuízo.

A fonte acompanhou que esse tipo de golpe se dá muitas vezes por mensagens de supostos clientes que afirmam ter enviado pagamento errado e pedem a devolução. No entanto, ao invés de usar os canais normais de devolução da transação, pedem que o comerciante envie um novo Pix. Durante esse processo, enquanto o comerciante realiza a transferência, o golpista contesta a operação e consegue recuperar o valor antigo, beneficiando-se de uma brecha no sistema. Para evitar esse problema, a recomendação é que, ao receber um pedido de devolução, o lojista utilize a função específica de contestação ligada à transação original, e não envie um novo Pix para chaves fornecidas pelo cliente.

Além das mudanças no prazo, o sistema também passou a contar com uma ferramenta ampliada, o Med 2.0, que vem sendo implementada desde maio de 2026. Essa nova versão permite o rastreamento mais detalhado dos recursos, acompanhando o caminho pelo qual o dinheiro passa por diferentes camadas de transferência, dificultando fraudes e facilitando a recuperação de valores legítimos. Ainda que essas informações tenham sido divulgadas por uma fonte de tecnologia, o portal reforça que o tema ainda carece de confirmações adicionais, já que o próprio banco ou órgão regulador ainda não se pronunciaram oficialmente.

Portanto, comerciantes e usuários do Pix devem estar atentos às mudanças e às recomendações de segurança. A ampliação do prazo de contestação oferece mais possibilidades a criminosos, e a orientação é que a utilização das funções corretas do sistema seja prioridade para evitar perdas financeiras inesperadas. A novidade reforça a necessidade de compreensão do funcionamento do sistema como um todo, especialmente diante de golpes cada vez mais elaborados e que exploram falhas na operação do Pix.

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O que sabemos?

  • O prazo de contestação do Pix por fraude foi estendido de 30 para 80 dias.
  • Golpistas usam a função de contestação para recuperar valores ilegítimos.
  • Criminosos induzem vítimas a fazer novos Pix via mensagens de engano.
  • Ferramenta Med 2.0 permite rastreamento detalhado das transferências.
  • A alteração foi divulgada por Olhar Digital, ainda não confirmada oficialmente.

Fontes

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