Tecnologia

Juice jacking: como uma estação de carregamento pode ser porta de entrada para hackers

Em apuração ?

Entenda o que é o ataque que explora conexões USB para invadir celulares em espaços públicos

Pessoa carregando celular em estação USB no aeroporto
Imagem: Revista Galileu

O juice jacking é um método de invasão de celulares feito por meio de porta USB adulteradas, que transforma a simples ação de carregar o aparelho em um risco para seus dados pessoais.

Imagine chegar ao aeroporto, com a bateria do celular quase no fim, e encontrar alívio numa estação de carregamento USB próxima ao portão de embarque. Você conecta o aparelho e, sem saber, pode estar abrindo as portas para criminosos acessarem seus dados pessoais, como documentos, fotos e mensagens. Essa ameaça tem nome: juice jacking.

O termo foi criado pelo jornalista Brian Krebs em 2011, durante a DEF CON, uma conferência de hackers realizada nos Estados Unidos, quando pesquisadores demonstraram que era possível explorar conexões USB para invadir smartphones. O juice jacking é um tipo de ataque que ocorre quando um invasor utiliza uma porta ou cabo USB adulterado para se aproveitar de vulnerabilidades no sistema operacional do telefone, seja ele Android ou iOS.

Segundo a Revista Galileu, o funcionamento é relativamente simples: ao conectar o aparelho na porta USB comprometida, o invasor pode acessar e roubar dados armazenados no celular, instalar malwares e até criar mecanismos para controlar o dispositivo remotamente. Por isso, uma ação aparentemente cotidiana, como recarregar a bateria em um local público, pode resultar em um prejuízo digital muito maior do que um simples celular descarregado.

Na resposta a essa vulnerabilidade, as principais desenvolvedoras dos sistemas operacionais de smartphones tomaram providências. As versões mais recentes do iOS, da Apple, e do Android, do Google, passaram a exigir uma confirmação explícita do usuário sempre que uma conexão USB tentar acessar dados do aparelho, não se limitando apenas à recarga da bateria.

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Esse mecanismo de consentimento visa impedir que conexões automáticas de transferência de dados sejam estabelecidas, reduzindo significativamente as chances de um ataque via juice jacking ser bem-sucedido. Ainda assim, especialistas recomendam cautela ao utilizar estações de recarga públicas, sugerindo o uso de cabos somente para energia, sem a transferência de dados, ou o emprego de adaptadores que bloqueiem os pinos responsáveis pela comunicação de dados na conexão USB.

Ainda que o fenômeno seja registrado e discutido desde 2011, sua divulgação mais recente pela Revista Galileu alerta para a atenção redobrada em ambientes comuns como aeroportos, shopping centers e eventos, onde a comodidade pode camuflar riscos cibernéticos sérios. Entender o juice jacking é o primeiro passo para proteger seus dispositivos e informações pessoais ao usar a tecnologia no dia a dia.

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O que sabemos?

  • Juice jacking é um ataque que invade celulares via conexão USB utilizada para recarga.
  • O termo foi criado pelo jornalista Brian Krebs em 2011 na conferência DEF CON nos EUA.
  • Ataques utilizam cabos ou portas USB adulteradas para roubar dados e instalar malware.
  • Novas versões de iOS e Android exigem consentimento do usuário para transferência de dados via USB.

O que ainda não foi confirmado?

  • Informação divulgada apenas pela Revista Galileu; aguardando outras fontes.

Fontes

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