Como as inovações tecnológicas ganham espaço na sociedade, segundo pesquisadores brasileiros
Entenda as etapas de adoção tecnológica e as críticas relacionadas aos interesses por trás das inovações
Segundo a pós-doutora Elaine Santos, o processo para aceitar uma tecnologia envolve cinco etapas, mas não se reduz a provar seu funcionamento, pois fatores culturais, políticos e mercadológicos também influenciam sua adoção.
O caminho para que uma inovação tecnológica se torne parte do cotidiano não é apenas uma questão técnica, mas envolve uma série de condições sociais e culturais, explica a pós-doutora Elaine Santos, pesquisadora do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. Em seu estudo, ela destaca que indivíduos e grupos passam por cinco etapas para adotar ou rejeitar uma inovação: conhecimento, persuasão, decisão, implementação e confirmação.
Santos ressalta, no entanto, que a existência da tecnologia ou sua demonstração funcional por alguém confiável não garantem sua aceitação social. "Não podemos dizer que uma tecnologia se torna parte da sociedade simplesmente porque existe ou porque alguém em quem confiamos demonstrou que ela funciona", afirma. Essa percepção amplia o entendimento sobre adoção, incluindo a importância dos contextos em que as inovações são produzidas, apresentadas e utilizadas.
Essa abordagem traz à tona críticas ao modelo clássico do sociólogo Everett Rogers, que concentrou seus estudos nas etapas de decisão individual e categorizou os adotantes em grupos como "early adopters" (adotantes iniciais). Segundo Santos, Rogers dedicou pouca atenção aos interesses políticos, culturais, ideológicos e mercadológicos que fazem parte da criação e divulgação de uma inovação, aspectos essenciais para compreender o impacto social das tecnologias.
Refletindo sobre esses pontos, a pesquisadora destaca o filósofo Álvaro Vieira Pinto, cuja obra
O que ainda não foi confirmado?
- Informação divulgada apenas por Jornal da USP; aguardando outras fontes.
Fontes
- Jornal da USP fonte oficial
